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Sobre o debate presidencial na rede Globo

25/10/2014

Por Redação Revista Fórum

A dois dias do fim do segundo turno, a presidenta Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) se encontraram para o último debate na televisão, na Rede Globo.

Visivelmente nervosos, o encontro terminou marcado por gafe de Aécio Neves e desconstrução de matéria de capa da Veja.

Primeiro bloco

Com perguntas entre si, os candidatos demonstraram nervosismo. O primeiro bloco foi marcado pela gafe de Aécio Neves, que afirmou, em tom de denúncia, ter um documento do Ministério do Desenvolvimento Econômico, que não existe. Dilma corrigiu o tucano.

“Candidato, não tem Ministério do Desenvolvimento Econômico. Sempre que se financia uma empresa, as cláusulas de financiamento dizem respeito a essa empresa. As garantias são elas quem dão, não é Cuba. O governo FHC fez o mesmo empréstimo. Eu queria também que o senhor tivesse tanto zelo pela liberdade de informação nas suas empresas em Minas Gerais”, afirmou a presidenta.

Ainda no primeiro bloco, Aécio lembrou a reportagem feita por Veja, que curiosamente chegou às bancas nesta sexta-feira (24), quando o normal é que esteja disponível ao público aos domingos.

O texto de Veja afirma que o doleiro Alberto Yousseff, em depoimento à Polícia Federal, teria dito que Dilma e o ex-presidente Lula saberiam dos supostos desvios na Petrobras. A suposta denúncia já foi desmentida por Antonio Figueiredo Basto, advogado do doleiro.

Na resposta, Dilma voltou a atacar Veja, como já havia feito em seu programa no horário eleitoral desta sexta-feira (24). “Essa revista faz uma calúnia e uma difamação contra mim. Ela tentou dar um golpe eleitoral. O povo não é bobo, sabe que está sendo manipulada essa informação, pois não foi apresentada nenhuma prova”, afirmou.

Quando Dilma perguntou, quis saber do tucano sobre uma recente declaração de Armínio Fraga, anunciado por Aécio como seu ministro da Fazenda, caso este ganhe, de que o salário mínimo seria alto. O presidenciável do PSDB tergiversou e não respondeu a questão.

Segundo bloco

Na segunda parte, os candidatos responderam perguntas de eleitores indecisos, que formavam a plateia do debate. A primeira questão foi sobre moradia.

Dilma afirmou que irá estender “as faixas de renda para aquisição de imóveis no Minha Casa Minha Vida”. Aécio se comprometeu em ampliar o programa habitacional federal.

O segundo eleitor indeciso quis saber sobre educação. Aécio afirmou ter feito uma “revolução em Minas Gerais” e que pretende ampliá-la para o plano federal. Dilma disse que vai fazer 6 mil creches, “2 mil já estão feitas e outras 4 mil ainda serão construídas”.

A última pergunta dos indecisos foi sobre corrupção. A petista afirmou que “a lei é branda”, o que possibilita que o “corruptor evada”. Por isso, seu governo “criou mecanismos para investigar e deu autonomia à Polícia Federal”. Aécio Neves não respondeu e nem apresentou propostas para a dúvida da eleitora. O tucano preferiu atacar os petistas, afirmando que o antídoto para a corrupção seria “tirar o PT do poder.”

Terceiro bloco: Meu banho, minha vida

Aécio quis saber sobre reforma política e foi pego na contramão. “Candidato, eu acho que o senhor não tem interesse na reforma política”, desafiou Dilma, que emendou: “Com o fim do financiamento empresarial, acabaremos com a vergonha que é o sistema eleitoral brasileiro”.

Em seguida, Dilma afirmou que Aécio é incoerente, pois seu partido foi quem instituiu a reeleição no país, e agora o tucano quer retirá-la. O presidenciável do PSDB não explicou a contradição.

Dilma perguntou a Aécio sobre planejamento, com enfoque na crise de água enfrentada por São Paulo, e afirmou que o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) instaurou no estado o “meu banho, minha vida”. Aécio afirmou que a seca é um problema federal e não explicou a crise hídrica em São Paulo.

Quarto bloco

Os eleitores indecisos voltaram a perguntar no quarto bloco. Saneamento foi o primeiro tema. Aécio afirmou “que não vai terceirizar responsabilidades e é que é fundamental parceria com os municípios”. Dilma corrigiu o tucano, afirmando à eleitora que o presidente não pode agir diretamente nos estados e municípios, pois “é inconstitucional”.

A pergunta seguinte, vinda dos indecisos, foi sobre combate às drogas. Dilma voltou a falar da integração das polícias, modelo utilizado pelo governo federal durante a Copa do Mundo, e citou a ocupação militarizada da favela da Maré.

Aécio falou em realizar um “mutirão de resgate” e oferecer uma bolsa no valor do salário mínimo a jovens que optem por ficar ou voltar à escola.

Dilma abre vantagem: 54% x 46%; ódio conservador invade as ruas e as redes

24/10/2014

Por Rodrigo Vianna

As pesquisas DataFolha e Ibope mostram o avanço de Dilma Rousseff na reta final. Ela abre uma vantagem que parece estar entre 6 e 8 pontos: 54% x 46%  (IBOPE) ou 53% x 47% (DataFolha). Mas esse não é o tema central deste texto.

Minha preocupação é entender como lidar com o ódio que se espalha pelas ruas. A perspectiva da derrota deixa o aparato conservador ainda mais ouriçado. 

O ódio não brotou da terra. Foi insuflado por colunistas insanos, comentaristas gagos, ex-cineastas e ex-roqueiros apopléticos, blogueiros dementes, revistas da marginal e marginais de revista. Todos eles sob o comando da Globo.

A eleição não está decidida. Dilma e os apoiadores da petista devem manter a guarda alta. E, ao mesmo tempo, desde já devem se preparar para uma nova escalada da ofensiva conservadora.

O artigo do ex-governador Alberto Goldman (ex-comunistas são sempre os mais raivosos) é apenas o sinal mais visível da temperatura a que chegou o lado de lá. Goldman (clique aqui para ler) tenta tirar a legitimidade de um eventual segundo governo Dilma.

O tucano usa um misto de preconceito odioso e golpismo matreiro em seu texto – que recebeu belíssima resposta de Breno Altman (leia aqui).

Pelas redes sociais, surgem (dos núcleos duros do tucanato) propostas de “impeachment” de Dilma.

Nessa reta final, os conservadores (apopléticos com o avanço de Dilma) promoveram um baile de bruxas na avenida Faria Lima, esparramando ódio pelas sarjetas do luxuoso shopping Iguatemi em São Paulo.

Os tucanos já tiveram como candidatos a presidente o anódino Alckmin, e o antipático Serra… Mas dessa vez escolheram um rapaz que concentra todos os vícios da pior elite brasileira.

Aécio jacta-se de jamais ter arrumado a cama em sua casa. Jacta-se de ser um filho daquelas famílias que possuem serviçais para atender todas suas vontades e caprichos (leia aqui no Tijolaço mais detalhes sobre isso).

Aécio é o menino que fala em “meritocracia” – tendo ganho os primeiros empregos em órgãos públicos, sempre por indicação familiar. Já teve carteirinha de “puliça” em Minas (sem nunca ter sido policial pra valer). Ganhou rádios de presente, tem irmã pra cuidar das verbas públicas de comunicação, e tem a mania odiosa de perseguir jornalistas.

Mas não é só isso. Aécio é aquele tipo de rapaz que toma umas e outras e não para em blitz. É o tipo de garotão tardio, que gosta da noite e da farra, mas na hora de se apresentar em público cria a imagem hipócrita de um “bom pai de família”.

O PSDB de Serra centrava o debate em aspectos econômicos e políticos (apesar de ter resvalado, algumas vezes, para o terreno religioso – com aborto e outra sujeiras). Já o PSDB de Aécio aposta no “homem de bem” para “limpar” o Brasil.

Se a ideia dos tucanos era essa, parecem ter escolhido o candidato errado.

Homem “de bem” não levanta o dedo e a voz para mulheres, com a arrogância de Aécio (leia aqui o texto que mostra porque as mulheres rejeitam Aécio)

Homem “de bem” não insufla seus seguidores, berrando que vai “libertar o Brasil do PT”.

Embalado nessa onda, em São Paulo e no sul surge um lamentável discurso contra “pobres”, “favelados”, “nordestinos” – toda essa “raça” que “gosta de votar no PT”.

A soma do ódio com a arrogância elitista desemboca agora num ensaio golpista.

A oposição brasileira prepara um discurso muito parecido ao discurso da oposição venezuelana: “acabou”, “fora”, “não aguentamos mais”. Não é um discurso de quem pretenda conviver dentro da ordem democrática. Mas de quem flerta com o golpe e a desestabilização.

Essa elite perversa tentou envergonhar o Brasil na Copa. Perdeu!

Tentou incendiar o Brasil nas eleições. Vai perder!

Mas os que a derrotam – com energia nas ruas, e com a força dos bons argumentos nas redes sociais – terão que mostrar ainda mais maturidade para enfrentar o que vem depois de outubro.

A Casa-Grande, com seus aécios, lobões e pequenos militantes do preconceito prepara-se para novos ataques.

Envolvidos pela baba do ódio, eles se tornam mais asquerosos e mais perigosos. E por isso é ainda mais importante que sejam isolados, e derrotados.

É preciso estabelecer pontes e diálogo. Nem todo eleitor de Aécio é preconceituoso. Ouso dizer que a maioria não é.

Mas o núcleo duro do tucanato e da oposição aposta no ódio.

A política brasileira vai entrar em nova fase. Não há mais espaço para consensos produzidos apenas nos bastidores. O ódio na rua e nas redes precisa ser barrado com debate, política, ação, disputa simbólica permanente.

A onda conservadora será derrotada nas urnas.

Precisamos agora derrotá-la também na sociedade.

Com Aécio presidente, a liberdade de imprensa de Minas será o padrão do Brasil?

24/10/2014

Nessa noite de quarta-feira (22), o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo reuniu profissionais da área de comunicação e sindicalistas para discutir os 12 anos de governo do PSDB em Minas Gerais, que todos os participantes concordaram ter sido “um regime de ditadura em pleno estado democrático”

Por Vinicius Gomes

Censura aos jornalistas. Perseguição a sindicalistas. Nepotismo e “choques de gestão”. Esse foi o retrato dos 12 anos de governo tucano em Minas Gerais feito por participantes de um encontro realizado nesta quarta-feira (22), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP). Jornalistas e sindicalistas discutiram o que foi a gestão tucana no estado, que todos concordaram em ter sido “um regime de ditadura em pleno estado democrático” em relação à imprensa. A mediação da conversa foi do jornalista Altamiro Borges e o primeiro a usar da palavra foi o presidente o presidente do SJSP, José Augusto Camargo, o Guto, afirmando que, se servia de consolo aos jornalistas mineiros, a perseguição a eles não era exclusividade do estado, “mas muito comum nos governo do PSDB”.

O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, que na semana passada lançou um “Alerta ao Povo Brasileiro”, esteve representado por seu presidente Kerison Lopes para contar aos presentes como foram os 12 anos de governo tucano na área da liberdade de imprensa e de expressão. Ele afirmou que, antes de Aécio assumir o governo do estado em 2003, Minas Gerais tinha como governador o ex-presidente Itamar Franco e, apesar de não gostar de críticas como figura pública, ele nunca falhou com seu compromisso democrático no que tangia à liberdade dos jornalistas de exercerem plenamente sua profissão.

“Isso mudou com a chegada de Aécio Neves”, relata Lopes. Afinal, os jornalistas continuaram seu trabalho de escrever e criticar abertamente o governo estadual da mesma maneira que faziam com Itamar Franco, mas que nos dois primeiros anos de governo tucano, um reinado de terror se abateu sobre os profissionais da categoria, com inúmeras demissões de qualquer um que escrevesse algo que a administração Neves não considerasse adequado. “Bastava escrever alguma crítica, não precisava nem ser denúncia, só desagradar [o governo] que a Andrea Neves mandava demitir”, conta Kerison.

Andrea Neves é a irmã de Aécio Neves que durante toda a gestão do caçula foi a chefe de Comunicações de seu governo. Segundo Kerison, nessa época a censura ocorria de maneira direta, quando a irmã do governador se tornou uma das pessoas mais temidas em Minas Gerais, ganhando a alcunha de Andrea “Mãos-de-Tesoura”. “Pois ela mandava cortar tanto matérias jornalísticas como cabeças”. Além disso, os jornalistas demitidos ficavam marcados em Minas, não conseguindo arrumar emprego em nenhum outro veículo, forçando-os a mudarem de estado. O resultado disso, diz Kerison, foi a segunda fase do cerceamento da imprensa: a autocensura, pois todos os jornalistas receavam em escrever algo que poderia lhes custar o emprego.

De tal maneira, que todas essas notícias sobre Aécio Neves vindo agora a público em âmbito nacional – como denúncias de nepotismo, os aeroporto es o primo ligado ao tráfico de drogas –, já eram conhecidas pelos jornalistas mineiros há muito tempo, mas nem que chegassem a escrever tais matérias, elas nunca seriam publicadas. “Por isso a internet foi fundamental para mostrar tudo isso que foi vetado”, argumenta Kerison.

Todavia, nem mesmo a internet saiu ilesa do hábito de perseguição de Aécio Neves. Os casos são notórios: processos contra o Facebook, Google e o Twitter. Neste último, o escritório que representa Aécio, a Opice Blum, tentou descobrir os dados cadastrais de 66 contas do Twitter, entre eles do jornalista Kiko Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo (DCM), que produziu o documentário “Helicoca – o helicóptero de 50 milhões de reais” contando o caso de apreensão de um helicóptero com 450 kg de pasta de cocaína no Espírito Santo. Esse helicóptero era de propriedade de uma empresa do senador Zezé Perrella (PSD-MG), aliado e amigo pessoal de Aécio Neves. Tal documentário também foi, obviamente, censurado.

O método adotado foi alegar violação de direito autoral para que o vídeo fosse retirado do ar. Acontece que o responsável pelo pedido, uma pessoa chamada Jorge Scalvini, não existe. É um perfil fake da internet. “O YouTube acata imediatamente qualquer reivindicação de direito autoral”, explica Nogueira. “Então o vídeo só pode voltar ao ar com autorização do tal ‘Jorge Scalvini’”.

Esse autoritarismo digno de reis absolutistas de séculos passados é, segundo Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do SindUTE (Sindicato dos Trabalhadores na Educação e da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais), “a forma de Aécio de governar”. A professora e sindicalista afirma que sua categoria é a que mais sofre com o erroneamente exaltado “choque de gestão” dos anos do tucanato no governo do estado. “A pior remuneração do estado é a da educação”.

Os supostos números positivos da educação em Minas Gerais sob o governo tucano também não correspondem à verdade, de acordo com a sindicalista. “Falta 1 milhão de vagas para alunos do Ensino Médio, apenas 35% de crianças têm acesso à alguma vaga na Educação Infantil”, afirma Beatriz, que ainda conta sobre uma escola operando dentro de um posto de gasolina e até mesmo em um motel desativado.

Para ela, a chegada do tucano ao segundo turno das eleições de 2014 foi habilmente construída por Aécio Neves e seus aliados desde 2003, com sua hegemonia em Minas Gerais sendo muito bem articulada por meio do cerceamento da imprensa e do controle dentro das instituições do estado. “O Tribunal de Contas do Estado sempre aprovou as contas do estado, a maioria [aliada] na Assembleia Legislativa é vergonhosa, conseguindo abortar 12 CPIs contra Aécio, com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais se alinhando ao governo do estado e havendo cooptação no movimento sindical mineiro”, enumera Beatriz, explicando em seguida que daí vem o mito de 92% de aprovação do tucano no estado mineiro.

De acordo com todos os presentes, a vitória de Fernando Pimentel (PT) ainda no primeiro turno para o governo de Minas Gerais foi importantíssima para mostrar ao Brasil o que de fato todos no estado já conheciam.

Ibope e Datafolha: Dilma lidera fora da margem de erro, mostram pesquisas

23/10/2014

Nova pesquisa Ibope mostra que a presidenta Dilma Rousseff (PT) abriu uma vantagem de oito pontos percentuais à frente do rival Aécio Neves (PSDB). Segundo consulta divulgada nesta quinta-feira 23, enquanto a presidenta aparece com 54% das intenções de voto, o tucano mantém 46%. Trata-se da primeira vez na pesquisa Ibope do segundo turno que Dilma aparece à frente de Aécio.

Em relação à pesquisa anterior, do dia 15, a presidenta foi de 49% para 54%, enquanto Aécio foi de 51% para 46%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para a pesquisa encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo, o Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01168/2014.

A vantagem de Dilma fora da margem de erro também se confirmou na pesquisa Datafolha desta quinta-feira 23. Enquanto a petista aparece com 53% das intenções de voto, o tucano apresenta 47%. Trata-se da primeira vez, na pesquisa, que a candidata à reeleição aparece com vantagem fora da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

Em comparação com a última pesquisa, divulgada no último dia 21, a presidenta cresceu um ponto percentual, enquanto o ex-governador de Minas Gerais caiu um ponto.

A consulta, encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pelaTV Globo, ouviu 9.910 eleitores em 399 municípios entre os dias 22 e 23 de outubro. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-01162/2014.

Veja quais os maiores gastos da secretaria de infraestrutura gonçalvina

23/10/2014

Como mencionamos noutro post a secretaria de infraestrutura de Gonçalves Dias foi a segunda colocada em questões de valores pagos ao longo desses dez meses de 2014 com R$1.381.305,92 gastos, veja abaixo em que mais se gastou referente a infraestrutura gonçalvina:

secretaria de infraestrutura 1

Foi pago uma primeira parcela para construção de uma quadra poliesportiva no povoado Olho Dágua Seco valor de R$ 215.913,12 mas o valor total é de mais de meio milhão de reais.

secretaria de infraestrutura 2

A segunda grande obra foi de outra quadra poliesportiva no povoado Rui Barbosa (Baixão Grande) no valor de R$220.000,00 mas que pode chegar a mais de meio milhão de reais, juntas até agora as duas grandes obras consumiram do erário cerca de R$435 mil reais ao longo desses dez meses do exercício financeiro de 2014.

Será que de toda infraestrutura da cidade e da zona rural o que mais se precisa são quadras poliesportivas???

Transição de governo no Maranhão

23/10/2014

Por Jhonatan Almada, historiador e quadro técnico da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Tenho acompanhado o processo de transição do governo no Estado do Maranhão, sobretudo pela imprensa e blogs. Elogie-se a transparência do governador eleito Flávio Dino ao divulgar nas redes sociais os nomes de sua equipe de governo. O pioneirismo é claro. Essa transparência contrasta com as especulações dos vencidos a nomear seu secretariado sem consultá-lo ou jogar nomes aleatoriamente para queimar reputações.

O principal problema desse processo é que não existe marco regulatório da transição governamental no Maranhão. Poucos estados da federação possuem, entre eles, Piauí (Lei Nº 6.253, de 22 de agosto de 2012), Minas Gerais (Lei Nº 19.434, de 11 de agosto de 2011) e Pernambuco (Lei Complementar Nº 260, 6 de janeiro de 2014). Sem dúvida a de Pernambuco, sancionada pelo então governador Eduardo Campos é a mais avançada, sobretudo ao estabelecer os documentos e informações a serem disponibilizados ao governo eleito, os procedimentos a serem seguidos e os prazos a serem cumpridos pelo governo que termina.

A única referência legal que se tem aqui é o disposto no Art. 156 na Constituição Estadual de 1989 que estabelece o fornecimento de um Relatório de Transição no caso das transições entre prefeitos. O prefeito eleito deve receber esse Relatório em 10 dias úteis, contados da proclamação dos resultados das eleições. O prefeito em final de mandato tem que fornecer um conjunto de informações imprescindíveis para o bom andamento do novo governo. Isso raramente ocorre, a maioria dos prefeitos não cumprem. Entretanto, existindo lei, o descumprimento pode ser enquadrado como improbidade administrativa, o mesmo não ocorre no âmbito estadual.

O governador eleito Flávio Dino tem a oportunidade de construir marco regulatório da transição de governo do Maranhão, instituindo algo que terá fundamental importância não só para seu governo, mas para todos os governos estaduais.

Essa ausência de marco regulatório vem acompanhada da fraca tradição em termos de respeito ao sentido político e republicano da transição de governo. Em palestra apresentada pelo professor Fernando S. Coelho (USP) no Fórum do Conselho Nacional de Secretários de Administração (CONSAD) são relatadas as principais estratégias e experiências em termos de transição de governo para a consolidação de reformas.

Segundo o referido professor não realizar a transição, indicam os relatórios da Controladoria Geral da União (CGU), implica em contratos de prestação de serviços vencidos, venda de maquinários, deletamento de sistemas de informação (sumiço de HD), desaparecimento de documentos e materiais, falta de informação sobre convênios, finanças e pessoal, ocasionando improviso na agenda dos primeiros meses do governo.

O caminho é institucionalizar a transição de governo como Política de Gestão Pública com o objetivo de garantir a democracia e a alternância de poder; primar pelo republicanismo e o interesse público, fortalecer a governança e a accountability (dever de prestar contas), respeitar o ciclo de gestão das políticas públicas e sua continuidade.

A principal experiência de transição de governo no Brasil foi a realizada entre os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva. O marco regulatório instituído é formado pela Lei Nº 10.609, de 20 de dezembro de 2002, Decreto Nº 7.221, de 29 de junho de 2010 e Decreto Nº 4.199, de 16 de abril de 2002. Essa transição, ainda segundo o professor Fernando S. Coelho (USP), se tornou referência internacional para a América Latina e foi adaptada no México na transição entre o governo de Felipe Calderón e Pieña Nieto em 2012.

Essa transição foi analisada por Cátina C. Cosa e Helenice Andrade do Observatório Universitário do Instituto Data Brasil, as quais produziram o Documento de Trabalho Nº 10 da Série Estudos de Políticas Públicas, intitulado “Governo de Transição FHC-LULA: constituição, funcionamento e resultados dos trabalhos realizados pela equipe de governo de transição FHC-Lula”. As autoras informam as regras do governo de transição: 1) O governo FHC estava obrigado a fornecer informações à equipe petista; 2) O grupo petista teria de manter sigilo de certas informações; 3) As decisões de responsabilidade da atual administração não seriam compartilhadas; 4) Decisões “relevantes” e cujos efeitos extrapolassem a data de 31 de dezembro de 2002, seriam discutidas com o governo de transição; 5) Se não houvesse concordância, o atual governo escolheria entre não tomar a decisão até o fim do ano, se possível ou tomar a decisão de acordo com sua opinião; 6) A opinião dos petistas seria “preponderante” em casos específicos, como mudanças de metas econômicas acertadas com o FMI; e 7) A troca de informações ocorreria principalmente entre o interlocutor oficial de cada ministério e o funcionário indicado pelo presidente eleito.

Em face disso, observo que o Governo Roseana Sarney compreende a transição somente como fornecimento de informações e documentos. Não é isso. As decisões relevantes não podem ser tomadas sem discussão prévia com o governo eleito, sobretudo em temas-chave ou questões controversas, a exemplo de sanção de leis, expedição de decretos ou portarias, aprovação de projetos de lei, renovação de contratos, convênios e o orçamento de 2015, este último claramente terá impactos durante o primeiro ano do governo eleito.

As referidas autoras informam ainda que a equipe de transição era constituída por um coordenador geral e 5 coordenadores específicos chefiando equipes 4 a 6 pessoas em média (Equipe de Gestão e Governo; Equipe de Desenvolvimento Econômico; Equipe de Políticas Sociais; Equipe de Empresas Públicas e Instituições Financeiras do Estado; Equipe de Infra-Estrutura). Essas equipes produziram relatórios setoriais, posteriormente, sistematizados no relatório final da transição.

O governador eleito Flávio Dino está organizando sua equipe de governo e já formalizou sua equipe de transição, alguns nomes coincidem nas duas. O coordenador é o deputado estadual Marcelo Tavares. A equipe é constituída por Márcio Jerry, Carlos Eduardo Lula, Rodrigo Lago e Aline Louise. Segundo consta, conforme novos nomes forem indicados para o governo essa equipe irá se ampliando.

Vejo com muita preocupação o andamento da transição do governo, as sinalizações até agora emitidas pelo Palácio dos Leões não são nada animadoras. A oportuna inexistência de marco regulatório poderá fazer a governadora Roseana Sarney tratar com descaso esse processo, ignorar solicitações ou atrasar o máximo possível seu atendimento. É lamentável. A incivilidade da transição reforça o legado negativo do governo que termina e planta óbices incontornáveis ao governo eleito.

Veja os gastos da secretaria de administração de Gonçalves Dias

22/10/2014

Uma das secretarias que mais gastaram neste exercício financeiro de 2014 foi a de administração, excluso a folha de pagamento a secretaria já pagou mais de trezentos mil reais com a locação de veículos do mês de abril de a setembro de 2014, veja os detalhes:

secretaria de adm

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