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Sarney, censura e ditadura: uma semana que resume sua história

24/05/2013

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Sarney tenta se pintar de democracia desde 1984, com a derrocada do regime ditatorial que ele ajudou a criar e que o criou, apoiando sua eleição a governador em 1965. E, por mais que ele tente através de biografias encomendadas, discursos no Senado e imprensa comprada, a imagem do velho coronel não sai dele.

Dois processos que foram julgados esta semana demonstram com maior contundência que qualquer artigo em defesa de Sarney a postura típica estadista-às-avessas que o oligarca maranhense adota ao longo dos anos.

Numa mesma semana, Sarney conseguiu manter a censura ao jornal O Estado de São Paulo, que desde 2009 está proibido de divulgar qualquer informação sobre as investigações que acusam seu filho Fernando Sarney de fazer Caixa 2 para Roseana Sarney nas eleições de 2006.

Nenhuma crítica ou investigação sobrevive às investidas de Sarney em todas as esferas de poder, tramando para se safar de inquéritos, condenações, críticas, sejam elas as mais embasadas possíveis.

Nem mesmo um blog escapou. Também na última semana, uma blogueira do Amapá teve as contas bloqueadas por dever R$ 2 milhões depois de processo movido por José Sarney devido a uma crítica tecida pela jornalista Alcinea Cavalcante.

O detalhe é: Alcinea é aposentada e teve todos os seus bens bloqueados por ousar criticar o chefe do clã mais longevo do país. É justo, Sarney?

Do MA da Gente.

Das dez cidades mais pobres do Brasil, quatro estão no Maranhão

23/05/2013
Segundo estatuto do IBGE, a extrema pobreza é caracterizada pela renda familiar de até R$ 70,00 por pessoa. 10,5 milhões de brasileiros (equivalente ao Estado do Paraná) vivem com esta renda.
Os salários informados estão sem qualquer ajuda de custo ou adicionais, apenas o salário bruto. Este valor extra nos salários desses políticos podem acrescentar até R$ 15.000,00 a mais em seus rendimentos mensais.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou ontem um ranking de miserabilidade das cidades brasileiras. O levantamento mostra que as cidades com menor proporção de miseráveis estão no Rio Grande do Sul e, as com um maior número de famílias carentes, no Maranhão e no Piauí. Veja a listagem abaixo:

As cidades com mais miseráveis:
Centro do Guilherme (MA) 95,32%
Jordão (AC) 94,56%
Belágua (MA) 93,75%
Pauini (AM) 91,95%
Santo Amaro do Maranhão (MA) 91,37%
Guaribas (PI) 91,16%
Novo Santo Antônio (PI) 91,07%
Matões do Norte (MA) 90,59%
Manari (PE) 90,41%
Milton Brandão (PI) 90,18%

As cidades com menos miseráveis:
Harmonia (RS) 1,16%
Presidente Lucena (RS) 1,52%
Águas de São Pedro (SP) 2,55%
Nova Bassano (RS) 2,86%
Monte Belo do Sul (RS) 2,91%
São José do Hortêncio (RS) 2,91%
Morro Reuter (RS) 2,95%
Paraí (RS) 3,00%
Carlos Barbosa (RS) 3,22%
Alto Feliz (RS) 3,35%

Dados gerais: IBGE – CLIQUE AQUI

“Só existe governo no Maranhão na propaganda”, critica Othelino Neto

23/05/2013
O ‘melhor (des)governo’ da vida de Roseana Sarney registra aumento do desemprego pelo sexto mês consecutivo, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Nos quatro primeiros meses de 2013, o Maranhão registrou um saldo negativo de 3.648 empregos.

O ‘melhor (des)governo’ da vida de Roseana Sarney registra aumento do desemprego pelo sexto mês consecutivo, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Nos quatro primeiros meses de 2013, o Maranhão registrou um saldo negativo de 3.648 empregos.

Por Jonh Cutrim

Em relação aos índices crescentes de desemprego no Maranhão, o deputado estadual Othelino Neto (PPS/MD) disse, nesta quarta-feira (22), na tribuna da Assembleia, que só existe governo no Maranhão na propaganda. “Nós assistimos à propaganda, uma pena que não existe governo. O melhor governo da vida da governadora Roseana está sendo o pior governo da vida dos maranhenses. Quanto ao tantos mil empregos que ela prometeu, agora nós estamos percebendo que a conta está inversa, ou seja, ela já está é devendo”, alfinetou.

Segundo Othelino, pela televisão, a população vê empreendimentos chegando, milhares e milhares de empregos surgindo, todos só na propaganda. O parlamentar lembrou que o emprego anunciado na propaganda não ajuda a melhorar a qualidade de vida dos maranhenses.

O deputado comparou números para mostrar como anda o desemprego no Estado. Ele disse que o Piauí gerou 1.324 empregos e se saiu melhor do que o Maranhão. O Pará ficou praticamente na mesma situação e ainda gerou 150 empregos, mas o Maranhão perdeu 736.

“Qual é a explicação para isso? Querer simplesmente politizar os dados que não foram inventados pela oposição, porque não foi o PCdoB, nem o PSB e nem o PPS que criaram esses dados que estão aqui. Eles são levantamentos feitos em todo o Brasil. Então, colocar a culpa na presidenta Dilma também não é justo porque, na maioria dos estados, houve aumento no número de vagas de emprego, diferentemente do Maranhão que teve uma redução”, avaliou Othelino.

Para Othelino, a cada dado que é divulgado sobre o Maranhão, constata-se que o Maranhão está jogado às traças. “É como se nós estivéssemos em um navio cujo comandante ficou em terra firme”, frisou.

Maio: número de homicídios cresceu 119% em relação ao ano passado no MA

22/05/2013

 

Os deputados da base governista (20) votaram contra o requerimento de autoria do deputado estadual Rubens Jr. que convoca o secretário de segurança do estado, Aluísio Mendes, para prestar esclarecimentos à população sobre o crescimento de homicídios na região metropolitana de São Luís.

A capital do Maranhão está entre as 50 cidades mais violentas do mundo, ocupando o 23º lugar no quesito número de homicídios por habitantes. Com o objetivo de combater a criminalidade em todo o estado e propor soluções para a segurança pública, o líder da oposição Rubens acredita que o debate entre parlamentares e secretário é o primeiro passo para combater os crimes em todo o estado.

“Em todos os estados onde há evolução da criminalidade, as autoridades se manifestam, dialogam. Aqui no Maranhão é um silêncio, inclusive a autoridade maior que é a governadora”, contestou o deputado Bira do Pindaré. Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, quando há um crescimento no número de crimes, os chefes do executivo propõem soluções e apresentam medidas à sociedade.

O deputado Rubens, autor do requerimento, demonstrou que infelizmente a sociedade maranhense vive em estado de sítio. “Só neste início do mês de maio foram registrados 46 homicídios, suplantando em 119% o número de homicídios comparados ao mesmo mês no ano passado”, afirmou Rubens.

A rejeição do requerimento que esclareceria à população o motivo do aumento da criminalidade em todo o estado foi repudiada por todos os deputados da oposição. Ao contestar a rejeição do requerimento que convocaria o secretário de segurança, o deputado estadual Marcelo Tavares desabafou: “Secretário vir aqui não tira pedaço”.

 (Gabinete Deputado Estadual Rubens Jr.)

Partidos de mentirinha

22/05/2013

Por Márlon Reis

 

Em evento realizado ontem, numa universidade em Brasília, o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, fez uso da expressão “partidos de mentirinha” para referir-se à notória debilidade dos partidos políticos brasileiros.

O Brasil realmente carece de uma experiência partidária efetiva. A agremiação política é  escolhida não por razões programáticas, mas por cálculos pragmáticos que levam em conta quantos votos serão necessários para ganhar a eleição. As coligações, por decorrência, são muitas vezes engendradas à base de acordos financeiros que têm por objeto a ampliação do tempo de propaganda na televisão.

Um líder de bancada me disse certa vez, referindo-se à Câmara dos Deputados: “Somos aqui 513 partidos partidos políticos”. Os eleitos possuem de fato bases eleitorais próprias, amealham pessoalmente suas verbas de campanha e concorrem com os próprios correligionários em busca do voto.

O sistema eleitoral e o modelo de financiamento de campanhas vigentes são os maiores culpados por isso. Pequeno número de empresas privadas domina o cenário das doações de campanha e os candidatos competem mais por seu apoio que propriamente pelo voto.

O resultado disso é que temos uma democracia baseada em partidos fracos, com pouca ênfase na identificação programática.

Nenhuma democracia se consolida sem uma clara definição entre os seus partidos, o que demanda uma distinção entre os seus conteúdos baseada em propostas para o país. Trata-se de evidenciar planos de governo, muito mais que articular planos conquista do poder.

Há tempos a sociedade brasileira despertou para essa necessidade. Em 1999 e em 2010 foram aprovadas duas leis de iniciativa popular com o igual objetivo de qualificar a nossa democracia. A primeira deu origem ao artigo 41-A da Lei das Eleições, que abriu a oportunidade para a cassação de mandatos obtidos à base da compra de votos; a segunda, conhecida como Lei da Ficha Limpa, aprimorou os critérios para a definição das candidaturas, impedindo a participação eleitoral de pessoas posicionadas em situação de risco para a lisura dos pleitos.

Agora essa mesma sociedade civil, articulada na rede denominada Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE), prepara-se para lançar nas próximas semanas uma terceira e ainda mais profunda iniciativa. O objetivo será a superação das doações empresariais e a mudança do sistema eleitoral com vista ao fortalecimento dos partidos. A ideia do movimento é a de que se deve propor aos cidadãos um novo sistema de voto, em que são evidenciados os programas partidários, sem negar ao eleitor a palavra final sobre os eleitos.

Com o propósito de banir as doações empresariais, fortalecer os partidos enquanto instâncias programáticas, dar ao eleitor o controle dos resultados das eleições e banir a transferência indevida de votos entre candidatos, vem aí o mais novo projeto de lei de iniciativa popular do MCCE.

Precisamos de partidos de verdade. A falta de partidos verdadeiramente programáticos favorece o individualismo, apequena a democracia e estimula o voto mercenário.

Para combater de modo mais eficiente a corrupção política precisamos de um sistema que enfatize os partidos e sufoque o personalismo que está na base das relações clientelistas.

Rico homem pobre: um exemplo aos hermanos brasileiros

22/05/2013

Enquanto no Brasil há políticos de origem humilde deslumbrados com o poder e o dinheiro, a cruzar os céus a bordo de jatinhos de empresários a quem prestam serviços obscuros, veja-se como são as coisas no pequeno, porém civilizado Uruguai.

A reportagem é do Opera Mundi.

Mujica rejeita título de “presidente mais pobre do mundo”

Para chefe de Estado uruguaio, “pobre é quem precisa muito para viver”

MujicaO presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou em entrevista concedida nesta sexta-feira (17/05) à rede estatal chinesa Xinhua que não concorda com o título que lhe foi atribuído pela imprensa internacional de “presidente mais pobre do mundo”, em razão de seu estilo de vida simples. Segundo ele, esse título é incorreto porque “pobres são aqueles que precisam de muito para viver”. Segundo ele, sua vida austera tem como objetivo “manter-se livre”.

“Eu não sou pobre. Pobre são aqueles que precisam de muito para viver, esses são os verdadeiros pobres, eu tenho o suficiente”, afirmou.

“Sou austero, sóbrio, carrego poucas coisas comigo, porque para viver não preciso muito mais do que tenho. Luto pela liberdade e liberdade é ter tempo para fazer o que se gosta”, disse o presidente. Ele considera que o indivíduo não é livre quando trabalha, porque está submetido à lei da necessidade. “Deve-se trabalhar muito, mas não me venham com essa história de que a vida é só isso”.

Assim como já fez com outros correspondentes internacionais, Mujica recebeu a equipe de reportagem chinesa em sua modesta propriedade rural em Rincón del Cierro, nos arredores de Montevidéu, ao lado dos cães e galinhas que cria e alimenta todos os dias.

Aos 77 anos, Mujica doa 90 % de seu salário de 260.000 pesos uruguaios (quase 28 mil reais) a instituições de caridade. Não possui cartão de crédito nem conta bancária. Sua lista de bens em 2012 inclui um terreno de sua propriedade e dois com os quais conta com 50% de participação, todos na mesma área rural – diz ter alma de camponês, e se orgulha de sua plantação de acelgas, e já pensa em voltar a cultivar flores.

Possui dois velhos automóveis dos anos 1980 (entre eles um Fusca com o qual vai ao trabalho) e três tratores.

Segundo o presidente uruguaio, essa opção de vida foi gestada durante os anos em que viveu preso sob duras condições (1972-1985) em razão de sua atividade como guerrilheiro como membro do MLN-T (Movimento de Libertação Nacional – Tupamaru), movimento que lutou contra a ditadura militar.

“Por que cheguei a esse ponto? Porque vivi muitos anos em que, quando recebia um colchão à noite para dormir já me dava por contente. Foi quando passei a valorizar as coisas de maneira diferente”, disse ele sobre seus tempos de cárcere, quando disse ter passado a conversar com rãs e formigas para “não enlouquecer”.

Ele afirmou duvidar que a próxima eleição presidencial, marcada para 2014, vá atrapalhar sua gestão, e se diz animado com um projeto pessoal para quando deixar o Executivo, em março de 2015: “Quando terminar esse trampo (changa em espanhol, referindo-se à Presidência) que tenho agora, vou me dedicar a fazer uma escola de trabalhos rurais nesta região”.

“O governo funcionará até o último dia, mas já adianto que após as eleições os governos uruguaios costumam tomar medidas de impacto”, quando espera avançar medidas de infraestrutura sobre portos em águas profundas e a renovação da rede ferroviária, além da lei de regulação da mídia.

Quando perguntado se após deixar o governo ele tentará acumular fortuna, ele disse: “Depois terei de gastar tempo para cuidar do dinheiro e muito mais tempo da minha vida para ver se estou perdendo ou ganhando. Não, isso não é vida”, enfatizou.

Arrogância e despreparo

21/05/2013

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Por José Reinaldo Tavares

Roseana ser completamente despreparada para governar o Maranhão não é novidade. Ela é desinformada e nem tem interesse em se informar. Não sabe nada sobre indicadores sociais nem econômicos do estado, muito menos a realidade do estado, nem tem programa de governo ou de ações para enfrentar a terrível decadência que o estado enfrenta. Como poderia ter planos se não conhece, nem quer conhecer a realidade?

Quando se vê apertada por alguém, com qualquer questionamento por mais legítimo que seja, ela parte para a intimidação e para a desqualificação do questionador, visando intimidá-lo. Age com arrogância como se não devesse explicações a ninguém. Se cerca de gente que por esperteza abaixa a cabeça. E pensa que a sua mídia mete medo a qualquer um.

Quando está nervosa e pressionada por pesquisas ruins, como é o caso, então, ela se torna agressiva e destrambelhada. Acho que o termo certo é esse mesmo.

Não é isso o que está acontecendo?

Está tendo atitudes mesquinhas e raivosas em quase todas as viagens dos “itinerantes”.

Em Chapadinha quando soube que a Câmara de Vereadores iria votar uma proposição concedendo o título de cidadão para Flávio Dino tentou intimidar os vereadores para que negassem a honraria a Flávio Dino. O que leva uma governadora se rebaixar tanto? Só a raiva e a impotência. Entretanto, hoje comanda um governo sem credibilidade e, crença geral, deve ser o último da oligarquia. Já não tem o mesmo poder.

No dia seguinte em outro município quando soube que Flávio estaria lá no sábado, chamou a prefeita e a obrigou a antecipar a comemoração do Dia das Mães do domingo, como teria que ser, para sábado na mesma hora da reunião de Flávio tentando esvaziar a reunião do odiado adversário político.

Não adiantou nada, mas deu maior relevância a Flávio e virou o assunto mais comentado da cidade. Arrogância ou desespero?

Os dois!

Mas, o ponto máximo de coisas vexaminosas aconteceu esse final de semana em Edson Lobão. E se passou com um jovem, revoltado, com razão, por se sentir lesado ao ver que se nada mudar sofrerá um tremendo prejuízo em suas oportunidades no futuro, pois quer estudar e o governo lhe sabota. Um rapaz assim não se intimida facilmente, nada deve a Roseana, e sem medo e mantendo o respeito fez Roseana conhecer melhor a grande farsa que é o seu governo, principalmente na área da educação.

Vejam o diálogo entre o aluno e a governadora, transcrito da gravação feita no local: “ A governadora Roseana Sarney passou pelo maior vexame durante a passagem do governo itinerante por Governador Edison Lobão. Confrontada sobre a qualidade de ensino por um aluno da escola pública, Roseana se viu encurralada.

- Se as escolas não têm qualidade, você tem que cobrar isso dos professores – respondeu a governadora, se esquivando da responsabilidade.

Esperto, o estudante retrucou:

- Eu estou falando é de infraestrutura da sala de aula, escola com estrutura adequada.

Sem reação, ela tenta desviar do assunto:

- Ei, ei, ei, olha aqui. Eu quero saber qual foi sua nota do Enem.

Nisso o estudante desmascara Roseana mais uma vez e acusa a situação do ensino público oferecido pela rede estadual:

- Eu ainda não fiz o Enem, tô sem aula, e tô correndo risco de não fazer o Enem porque não tem professor na sala de aula.”

Diante da repercussão nacional ela deu uma nota, sem pé nem cabeça, e tenta atribuir o incidente ao tempo de disputa eleitoral, como se um questionamento legítimo pudesse ser confundido com disputa eleitoral. Se não fosse tão arrogante e despreparada poderia ter contornado a situação mandando tomar providencias urgentes. Mas a raiva não deixa. Na verdade ela é que está antecipando a campanha eleitoral.

É até engraçado o pavor que tem da candidatura do Flávio Dino ao governo do estado e querem impedir- ela e seus amigos- que ele venha nos seus finais de semana, quando visita o interior. É muito medo. Inventam umas coisas sem descabidas querendo causar embaraços a ele. Ele está fazendo tudo direito, não comete qualquer desliza ético e usa seus finais de semana como lhe aprouver. Quem abandonou tudo de vez é a governadora Roseana Sarney que em busca de um difícil mandato no senado largou tudo, não procura nem esconder as aparências, e não vai mais ao escritório de despachos do Palácio do Governo.

Acredito que está sendo muito penoso para ela viajar, sem parar, pelo interior e ver que as coisas mudaram. Ela não sente mais que as pessoas ainda se comovem com a sua presença. Na sua perplexidade ela não sente a solidariedade e o calor humano que já desfrutou.

As viagens seguidas a estão deixando frustrada pela falta de resultados. Aí apela para inaugurar tudo que vê pela frente e se especializou em entregar tratores do governo federal, inaugura agencias do INSS e entrega sementes selecionadas para pequenos agricultores fora do período em que podiam plantar e como são cobertas por fertilizantes nem para comer servem, pois se envenenariam com elas.

Chegou até a subir em uma colhedeira de soja de um produtor rural para tentar passar a imagem que tem alguma coisa com aquilo.

A última imagem que tirou em cima de um trator foi na montagem midiática da refinaria Premium da Petrobras, o maior factoide eleitoreiro já produzido no Maranhão.

O truque não empolga mais.

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