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Relatório da Polícia Federal confirma esquema de propina na cúpula do governo Roseana

01/09/2014

Jornal O Estado de São Paulo

José Abreu, ex-chefe da casa civil e cúpula do governo Roseana em maus lençóis

Relatório da Polícia Federal, anexado aos autos da Operação Lava Jato, mostra os movimentos do doleiro Alberto Youssef no Hotel Luzeiros, em São Luiz do Maranhão, onde teria sido realizado pagamento de propinas a servidores de confiança do governo Roseana Sarney. O documento, anexado aos autos da Lava Jato, é ilustrado com 19 imagens captadas do circuito de segurança do hotel.
A sequência de cenas gravadas pelo monitoramento do hotel reforça a suspeita da PF sobre pagamento de propinas no escândalo de um precatório de R$ 120 milhões do governo maranhense.

Depoimento da contadora do doleiro, Meire Bonfim da Silva Poza, datado de 7 de agosto, indica que para liberar o pagamento do superprecatório, na frente de outros títulos dessa natureza, assessores de confiança de Roseana teriam cobrado propina de R$ 6 milhões.

O precatório era relativo a serviços de terraplanagem e pavimentação da BR-230. Era o quinto na ordem cronológica, mas de acordo com a contadora, após o pagamento da propina a construtora “furou a fila” e o pagamento foi liberado parceladamente.

As imagens do circuito fechado do Hotel Luzeiros mostram Youssef e Marco Ziegert chegando juntos na madrugada de 17 de março – dia em que o doleiro foi preso.

Eles se hospedaram em andares diferentes, Youssef no 7.º andar e Ziegert, no 13.º.

“Observa-se nas filmagens que Alberto Youssef chega ao estabelecimento portando duas malas pretas idênticas e o sr. Marco Ziegert com uma mala de outra tonalidade, além de uma caixa sob um dos braços”, diz o relatório da PF.
Segundo os investigadores, “por volta de 3h29, o sr. Youssef dirige-se ao 13.º andar com uma de suas malas pretas e retorna para o seu quarto no 7.º andar sem a mesma, dando a entender que deixou a referida mala no quarto do sr. Marco Ziegert”.

Às 10h47, Ziegert saiu do hotel com a “referida mala preta deixada por Alberto Youssef e embarca em um táxi na portaria Hotel Luzeiros, tomando rumo ignorado”.

“Marco Ziegert retornou ao hotel por volta das 15h30 já sem a mala de Alberto Youssef”, assinala o documento da PF. Em seguida, aponta o relatório, Ziegert desce para o térreo e entregou ao recepcionista uma caixa que portava quando entrou pela primeira vez no hotel.

Os federais conversaram com funcionários do hotel e souberam que Marco Ziegert solicitou ao recepcionista que entregasse a mala a Milton Braga Durans , “assessor especial III, símbolo DANS-3 da Casa Civil do Estado do Maranhão nomeado em 1.º de agosto de 2013″.

Após alguns dias, segundo apurou a PF, Durans esteve no hotel e pegou a caixa deixada por Marco Ziegert. Os investigadores suspeitam que na caixa havia R$ 300 mil, parcela da propina que teria sido paga a agentes públicos do governo Roseana Sarney para liberar o precatório de R$ 120 milhões.

Em seu depoimento, a contadora Meire Poza disse que se reuniu com um funcionário do governo do Maranhão, Adarico Negromonte, irmão do deputado Mário Negromonte (PP/BA), para entregar R$ 300 mil que “seriam parte do acordo”. Ela declarou que o assessor lhe disse que teria que consultar a governadora porque o valor “era pouco”.

Quando o depoimento da contadora foi divulgado, na primeira semana de agosto, a assessoria de Roseana emitiu nota de esclarecimento. “A respeito da referência feita em depoimento à Polícia Federal da sra. Meire Poza, sobre a afirmação do senhor Adarico Negromonte, pessoa a quem não conheço, só pode receber de minha parte indignação e repúdio pela maneira desrespeitosa e infame de tal hipótese”, declarou Roseana.

Segundo o texto, trata-se de uma ação de indenização proposta por uma empreiteira contra o Estado julgada procedente pela Justiça do Maranhão em tribunais superiores. “O governo do Estado cumpriu o decidido pela Justiça transitado em julgado de acordo com a lei, sem nenhum favorecimento.”

Segundo o governo, pagar a empresa de forma parcelada permitiu alongar o perfil da dívida do Estado, tratando-se do primeiro precatório da fila fornecida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.

Marco Zeigert e Milton Durans não foram localizados pela reportagem.

VEJA O RELATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL COM AS 19 IMAGENS DO CIRCUITO DE TV DO HOTEL LUZEIROS (CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS:

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Flávio Dino amplia diferença sobre Edinho Lobão: 57,8% a 23,1%

31/08/2014

Após o início do horário eleitoral nas emissoras de rádio e televisão, o candidato da coligação Todos Pelo Maranhão, Flávio Dino, abriu 35 pontos de diferença sobre o segundo colocado. Flávio possui 57,8% das intenções de voto, contra 23,1% do candidato da família Sarney, Edinho Lobão. Dos demais candidatos, Zéluis Lago pontuou 1%; Josivaldo teve 0,9%; Pedrosa, 0,4%; e Saulo Arcangeli, 0,3%. Cerca de 10% pretendem votar em branco e nulo. Somente 6,4% dos eleitores estão indecisos.

A pesquisa Data-M/Atos e Fatos ouviu 1.500 pessoas, entre os dias 21 a 24 de agosto. A pesquisa foi registrada no TRE sob a inscrição 037/2014. A margem de erro do questionário é de 3 pontos para mais ou menos.

Na pesquisa espontânea – quando o eleitor é perguntado em quem vai votar, mas não é apresentado a ele o nome dos candidatos –, Flávio Dino pontua 42%. No mesmo sistema, Edinho Lobão tem 15%. Quando perguntado sobre quem o eleitor acha que vai ganhar, 59% dos eleitores responde que será Flávio.

Já quando perguntado sobre em quem não votaria de forma alguma, 44% dos eleitores dizem rejeitar Edinho Lobão. Já 13% não votariam em Flávio Dino e 8% em Pedrosa.

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Roberto Rocha lidera no Senado

Na pesquisa de intenção de votos para o Senado, o candidato da coligação Todos Pelo Maranhão também lidera. Roberto Rocha tem 29% das intenções de votos contra 20% de Gastão Vieira. Haroldo Sabóia, do PSOL, tem 5,6%; Marcos Silva (PSTU) tem 4%. Branco e nulo somam 24%.

Na campanha para o Senado, o campeão de rejeição também é o candidato da família Sarney, Gastão Vieira, com 17%. Ele é seguido por Saboia, com 11% e Rocha, com 9%.

Ministério Público/MA ajuíza ação contra servidores do Estado por fraude em nomeação de professores

30/08/2014
O Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo dos Promotores Itinerantes, ajuizou, no dia 25 de agosto, Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra a ex-funcionária pública Carlinda Tavares França Freitas, que exerceu o cargo de supervisora de Recrutamento e Redistribuição de Pessoal da Secretaria de Estado da Gestão e Previdência (Segep), e mais 35 professores e supervisores escolares que teriam sido beneficiados por fraude praticada pela servidora em suas nomeações.
Também são alvo da ação quatro servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
Como punição aos envolvidos, o Ministério Público pede que sejam aplicadas penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa, que prevê, entre outras medidas, a perda das funções públicas que eventualmente estiverem exercendo, em especial os professores empossados fraudulentamente, como consequência da declaração de nulidade de seus termos de posse fundados em atos de nomeação inexistentes; suspensão dos direitos políticos; pagamento de multa civil; proibição de contratarem com o poder público ou obterem benefícios fiscais, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.
“É forçoso reconhecer que os demandados além de auferirem vantagem patrimonial indevida e com isso enriquecerem ilicitamente, ocasionaram considerável dano ao erário, na medida em que receberam valores que não faziam jus”, analisam os autores da ação.
MENTORA DO ESQUEMA
De acordo com inquérito civil instaurado pelo MPMA, após representação da Segep, e amparado em documentos enviados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede estadual e Municipal do Maranhão (Sinproessema), a servidora Carlinda Freitas, valendo-se do cargo que ocupava, negociava com pessoas interessadas em assumir irregularmente cargo de professor efetivo do Estado, por valores que variavam de R$ 500 a 5.000 por pessoa.
Na função que exercia, ela era responsável pela convocação dos candidatos aprovados no concurso público de 2009, com a análise da documentação, preparação do termo de posse e, por fim, pelo fornecimento da matrícula do servidor .
“Após a negociação, a servidora atribuía um número fictício de ato de nomeação e de Diário Oficial em que o ato teria sido publicado e preparava o termo de posse, encaminhando-o para a Seduc”, relatam os promotores de justiça. Para concretizar o ato, a Educação dava posse ao professor e o termo era devolvido ao setor de recrutamento da Segep, para criação da matrícula única do novo servidor .
Para os membros do MPMA, Carlinda França Freitas, foi a grande mentora e artífice “dessa dilapidação do patrimônio público, que beneficiou todos os denunciados. Alguns comprovadamente comprando o acesso ao serviço público, outros valendo-se da relação de amizade que mantinham com a idealizadora da fraude”, afirmam.
Em procedimentos administrativos instaurados pelas Secretarias de Educação e de Gestão e Previdência para apurar o caso, foram comprovadas as condutas irregulares, e a servidora Carlinda França Freitas teve a exoneração efetivada em portaria datada de 16 de abril deste ano.

BENEFICIÁRIOS

De acordo com a ação civil, beneficiaram-se da fraude nos atos de nomeações os seguintes professores: Karini da Silva Pinto; José Saulo Nogueira dos Santos; Suian Maria Tavares da Silva Sousa; Leila Rodrigues Martins; Rosana Cristine Silva Diniz Lopes; Rosângela de Fátima Silva Diniz; Francisco Aurisvaldo Aquino Gonçalves; Manoel António Teixeira Júnior; Raimundo Nonato Laune Macedo; Adelson Rubens de Sousa Ferreira; Flor de Maria Silva Correia; Hugo Victor Silva Santos; Heloísa Marly Silva Diniz Serra; lone Kerlen Santos Miranda; Rogério do Nascimento Alves; Fernando Souza dos Santos; Jean Carlos Mendes da Silva; Waleria Cristina Soares Pereira; Ismael Costa Ferreira; Vera Sônia de Souza dos Santos; Ancelmo Ribeiro Silva; Talita Fernanda Irineu Frazão; Sara Freitas de Moraes; Lidiana Galvão Medeiros; Clênia Rodrigues Maia Aquino; Diná Sousa Lima; Elen Karla Sousa da Silva; John Jefferson do Nascimento Alves; Josias Sousa Lima; Francisca Kelly Sousa da Silva; Jakeline Pereira Bogéa; José dos Santos Neto; Samuel Silva Ferreira; Robert de Jesus Silva Pestana; Rosilma Reis Mendes.

FACILITADORAS

Foram também acionadas quatro servidoras da Secretaria de Estado da Educação, que exerceram o cargo de superintendente de Administração de Recursos Humanos em momentos distintos e, segundo a ação, tiveram “participação determinante para o sucesso e concretização das condutas irregulares. Foram classificadas como “facilitadoras” do esquema, já que, conforme a investigação, “silenciaram quanto à observância ao dever objetivo de verificar os documentos necessários às posses e exercício, alguns grosseiramente alterados”.
Segundo os promotores de justiça, a culpa das servidoras da Seduc consistiu também no fato de “não terem observado a inversão na ordem dos procedimentos administrativos na Seduc e Segep, o que suprimiu a instância de controle e verificação a cargo da Superintendência de Gestão de Pessoas da Segep”.

Incluem-se nesta condição: Iolanda Ferreira Portela (que exerceu o cargo de 1º/01/2007 a 02/01/2013); Bruna Borsói Ximenes Araújo (de 1º/03/2013 a 1º/04/2014); Márcia Geórgia Costa Cantanhede (02/01/2013 a 1º/03/2013); e Helena Amélia Salomão Rocha (03 a 13/06/2013 e 23/09 a 22/10/2013).

Redação: CCOM-MPMA

Marina Silva sobe e empata com Dilma no primeiro turno

29/08/2014

Uma nova pesquisa de intenção de voto, divulgada pelo Datafolha nesta sexta-feira (29), mostra um empate entre a candidata do PSB, Marina Silva, e a presidenta Dilma Rousseff (PT). De acordo com o levantamento, a ex-ministra e a candidata do PT à reeleição têm os mesmos 34%. Com isso, a distância para o candidato do PSDB, Aécio Neves, aumentou. O tucano tem agora 15%. Marina subiu 13 pontos em relação à última pesquisa do mesmo instituto. Em 18 de agosto, ela tinha apenas 21%, enquanto Dilma liderava com 36%. Naquela sondagem, Aécio Neves aparecia com 20%.

Além disso, o candidato do PSC, Pastor Everaldo, caiu um ponto percentual e agora tem 2% das intenções de voto. O número de brancos e nulos baixou de 8% para 7% e os entrevistados que não sabem ou não quiseram responder agora representam 7%. Os candidatos Zé Maria (PSTU), Eduardo Jorge (PV), José Maria Eymael (PSDC), Luciana Genro (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) não alcançaram 1%.

O Datafolha testou duas possibilidades para um eventual segundo turno. Segundo o levantamento, a candidata do PSB venceria Dilma Rousseff com uma diferença de aproximadamente 10 pontos. Isso porque, se o segundo turno fosse hoje, Marina teria 50% contra 40% da atual presidenta. Já em um confronto entre Dilma e Aécio, a petista venceria com 48% contra 40% de Aécio. O instituto não testou um cenário entre Aécio e Marina. O Datafolha ouviu 2.874 pessoas entre quinta 28 e esta sexta-feira 29.

Na última pesquisa, publicada pelo Ibope na terça-feira 26, Dilma tinha 34% das intenções de voto contra 29% de Marina e 19% de Aécio Neves (PSDB). Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC) tinham os mesmos 1% cada. Aproximadamente 7% diziam votar em branco ou nulo e outros 9% estão indecisos. O desempenho de Marina é muito superior ao de Eduardo Campos, que tinha 9% dos votos na última pesquisa realizada pelo instituto e estava na terceira colocação. Marina substitui o ex-governador de Pernambuco, que morreu em um acidente de avião.

Carta Capital.

Da necessidade de desburocratizar a democracia

29/08/2014

Por Henrique Borralho

A democracia brasileira é um regime extremamente jovem. Ao longo do século XX sofreu vários revertérios. A Proclamação da Republica em 1889 a partir de um golpe militar derrubando a monarquia não caracterizou uma democracia, ou até mesmo um regime republicano stricto sensu, pois o que se assistiu foi uma sucessão de presidentes ligados sempre aos mesmos grupos políticos, além da exclusão de uma parcela significativa da população brasileira.

Em 1930, Getúlio Vargas impetrou um golpe pondo fim a Republica e 07 anos mais tarde decretaria outro golpe implementando a ditadura Vargas até 1945. A redemocratização, surgida nesse período, sofreria um revés com o golpe civil-militar em 1964 perdurando até 1985.

A reabertura democrática com a eleição do primeiro presidente civil, Fernando Afonso Collor de Melo em 1989, derrotando Lula, sofreria um grande débaclê ao mesmo tempo em que mostrou a força da mobilização politica-popular: o impeachment. Tal ação foi ao mesmo tempo sinal de uma decepção, presidente deposto por corrupção e uma motivação para a necessidade de amadurecimento das instituições democráticas.

Hoje, 2014, as vésperas de mais uma eleição majoritária, paira certa ressaca moral e um sentimento de descrédito e desânimo quanto a real possibilidade de mudança na forma de fazer politica, em parte em decorrência do nosso modelo representativo.

Os partidos, que quer dizer parte, não representam quase ou nada dos segmentos quais são oriundos; as instituições jurídicas são encaradas como privilegiadas pela capacidade de decisão e poder de barganha, além de funcionarem dentro de um esquema extremamente corporativista não aceitando controle ou fiscalização interna e servindo de atrativo a milhões de brasileiros pelos altos salários e pelas benesses; a imprensa, apelando para o discurso enviesado de censura, não aceita que se faça um amplo debate sobre a democratização da informação sem colocar o dedo da ferida de que no fundo se trata de uma concessão pública com vista à educação e à informação correta e cidadã, mas opta pelo lucro do entretenimento despolitizado, vazio e sem profundidade; o Congresso Nacional, o Senado, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, não cumprem seus papeis de colocarem na ordem do dia as pautas sociais, atrasam votações de interesse nacional, são perpassadas por escândalos de corrupção e não acompanham a dinâmica das mudanças; O estado em seu amplo espectro não consegue promover o bem-estar social, está atrelado a interesses privados, a ideologias dominantes, a concepções elitistas e é utilizado como balcão de negócios.

Enfim, como pode um cidadão comum, é preciso problematizar o conceito de cidadania, pois está correlacionada ao consumo e circulação de privilégios, sentir-se coparticipe de uma noção idealizada de sociedade se os mecanismos institucionais sustentadores de uma ideia de democracia são viciados, atrasados, cooptados, distante da noção de representação social quais os supostos cidadãos não fazem parte?

Prevalece uma conotação de simulacro na politica, de um mecanismo autorregulador completamente abastado das estancias sociais que não se sentem representadas nas esferas democráticas. Todas as vezes que se fala em reforma tem-se em mente a noção de que não passa de um arranjo e uma necessidade para justificar uma suposta mudança para deixarem as coisas exatamente como está.

Os políticos são sujeitos descolados das dinâmicas sociais, encaram a vida e a politica como uma mecânica cartesiana em que suas supostas ideias pudessem resolver um problema como num passe de mágica, ou quando muito para solucionar aquele problema, mas não sua origem. São atores de uma peça sem graça, comprados pelos financiadores de campanha, assumindo compromissos de tal monta que em quase tudo o que fazem precisam retirar, roubar recursos públicos para pagarem seus compromissos de campanha.

O maior prejuízo de tudo isso é a ideia de que a politica não passa de um miss en scene, um simulacro, exatamente por não estar atrelada ao computo social. É uma engenharia própria, embora alicerçada também na desorganização social e na corrupção de grande parte da população.

Uma das saídas para essa grande crise de legitimidade e representação democrática é desburocratizar as ações e as instituições, acabando com muitas delas, com a tecnocracia, estabelecendo a participação popular direta, como nas assembleias de bairros, das cidades. Isso é assembleísmo? É melhor que a frieza dos tecnocratas engravatados cujas ações não dizem respeito às demandas sociais e no fundo são ações de interesses corporativos.

Ou fazemos uma profunda mudança nas instituições democráticas ou vamos viver como se tudo fosse uma grande encenação.

O roubo milionário de Eunélio Mendonça em Santo Antonio dos Lopes para a campanha de Ana do Gás

28/08/2014

Por Marcelo Vieira

Nos últimos dias diversos meios de comunicação repercutiram o pronunciamento do Deputado Raimundo Cutrim(PCdoB) na Assembleia Legislativa, segundo o parlamentar, a candidata a Deputada estadual Ana do Gás(PRB), esposa do Prefeito de Santo Antônio dos Lopes, está gastando milhões e comprando lideranças por todo o estado.

E o deputado está correto! Diversas lideranças políticas do “pobre” Maranhão vêm declarando apoio em torno do nome da mulher do Gás. São dezenas de Prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, ex-deputados e centenas de outros líderes engajados na campanha milionária de dona Ana.

Porém, a origem do dinheiro usado abundantemente na campanha eleitoral da esposa do Prefeito Eulelio Mendonça é um mistério tão grande quanto o gás no subsolo da Cidade.

O blog trás agora, com exclusividade, o primeiro post com os verdadeiros números dos milhões que o esposo de Ana do Gás recebeu direto na conta da Prefeitura, através dos Roylties da Agência Nacional do Petróleo  (ANP), assegurado na Lei  9.478/97.

De acordo com o demonstrativo de distribuição da arrecadação do Sistema de Informações Banco do Brasil (SISBB), do início do primeiro mês do segundo mantado do prefeito Eunélio Mendonça, o repasse na conta da Prefeitura era até então insignificante, somente R$ 94.343,86 (noventa e quatro mil, trezentos e quarenta e três mil e oitenta e seis centavos), isso em Janeiro de 2013.

Com o inicio dos trabalhos da Unidade de Tratamento de Gás (UTG), da OGX Maranhão, sociedade formada entre as empresas OGX e MPX, em Santo Antônio dos Lopes na Bacia do Parnaíba, os repasses foram aumentados para alegria do casal Eunélio e Ana.

Seis meses após, em junho de 2013 o repasse dos Roylties da ANP já chegava a R$ 1.023.677,98 (um milhão, vinte e três mil, seiscentos e setenta e sete reais e noventa e oito centavos). E não parou mais de crescer.

Já neste ano, os recursos aumentaram significativamente, logo em janeiro de 2013, o repasse foi de quase um milhão e meio. No mês de maio, superou R$ 2 milhões, e este mês de agosto caiu na conta da prefeitura, até agora, quase R$ 1,6 milhão de gás natural.

O cálculo total do repasse, de janeiro de 2013 a agosto de 2014, é de R$ 20.034.314,84 (vinte milhões, trinta e quatro mil reais, trezentos e quatorze mil e oitenta e quatro centavos).

ISS não está incluído nos recursos dos roylties

O gás natural a ser tratado e produzido na UTG é do campo de Gavião Real (localizado em Santo Antônio dos Lopes). A produção que começou de fato em junho deste ano, tem estimativa de atingir até 6 milhões de m³/dia. Este volume significa dobrar a produção atual de gás natural no Brasil.

Bom lembrar, que nesse rio do dinheiro resultantes dos Royltiesnão estão incluídos o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza(ISS), que pode ser cobrado de no mínimo 2% e máxima de 5%.

Além da UTG – Unidade de Tratamento de Gás, o Município também possui a Unidade Termelétrica Parnaíba (UTE), também da empresa MPX. A soma total do valor mensal do ISS que é pago pelas empresas OGX e MPX do empresário Eike Batista despejado na Prefeitura pode chegar a R$ 5 milhões mensais. O que significa que Ana do Gás possui mais de R$ 1,2 milhão por semana.

A polícia federal, a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público precisam agir urgentemente, a fim de evitar que o abuso de poder econômico interfira no resultado do pleito eleitoral.

Veja abaixo os valores mensais repassados direto na conta do prefeito Eulelio Mendonça:

Blog do Domingos Costa

PCdoB comprova envolvimento de servidor do governo com boatos contra Flávio Dino

28/08/2014

O presidente do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry, irá à Superintendência da Polícia Federal em São Luís, nesta quinta-feira (28), às 10h. Ele apresentará provas do envolvimento de servidor do governo estadual na divulgação de boatos contra Flávio Dino.

Dino vem sendo vítima de perseguição dos veículos de comunicação do grupo Sarney e de aliados  do candidato Edinho Lobão, que resolveram transgredir a lei espalhar boatos na internet, atribuindo a ele frases que nunca pronunciou.       

 

A onda de boatos começou desde que as pesquisas eleitorais indicaram o estagnamento de Edinho Lobão e o franco favoritismo do candidato da coligação “Todos Pelo Maranhão”, mas um dos autores do crime cibernético será informado à Polícia Federal.                       

 

Assista vídeo para entender o caso: 

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