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Veja quanto a prefeitura de Gonçalves Dias tem gasto com cargos comissionados neste ano de 2014

01/12/2014
despesas - geral

Despesas em geral por secretarias do Município de Gonçalves Dias, estão empenhados R$ 12 milhões, já foram executados mais de R$ 7 milhões.

Veja abaixo quanto desses valores já foram gastos com os cargos ditos comissionados, ou seja, os cargos de livre nomeação e exoneração chamados de cargos de confiança:

fopag finanças fopag sec de administração Fopag sec de agricultura Fopag sec de assistencia social Fopag sec de ciencia e tecnologia Fopag sec de cultura fopag sec de educação 1 fopag sec de educação 2 fopag sec de esportes fopag sec de gabinete fopag sec de infraestrutura fopag sec de meio ambiente Fopag sec de relações intitucionais

 

Total gasto com os cargos comissionados de Gonçalves Dias até o mês de novembro de 2014: R$ 2.119.256,00 (Dois milhões, cento e dezenove mil e duzentos e cinquenta e seis mil reais. Despesas em geral por secretarias do Município de Gonçalves Dias, estão empenhados R$ 12 milhões, já foram executados mais de R$ 7 milhões. Portanto dos sete milhões gastos das despesas do município mais de dois milhões foram gastos apenas para o pagamento dos comissionados.

Nossos vereadores que tem a obrigação constitucional de acompanhar os gastos do poder executivo simplesmente inexiste, a cidade submergiu num total desmando, onde se gasta muito e onde não é o prioritário.

Agora todas as vezes que desejarem saber o motivo da cidade está entregue ‘às moscas’ deem uma olhada nesses números acima, eles explicam em grande parte o que tem acontecido com a ‘gestão’ do prefeito Vilson Andrade e suas prioridades de gestão.

Veja o discurso completo do governador Flávio Dino ao receber o diploma de governador do Maranhão

19/12/2014

Eleito governador do Maranhão com 63,4% dos votos no primeiro turno, Flávio Dino fez seu primeiro pronunciamento oficial na Diplomação dos Eleitos organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Para ele, o ato da diplomação marca a vontade de milhões de maranhenses esquecidos pelo Poder Público, e que devem ser lembrados em todas as ações do próximo governo.

Defendendo a superação das desigualdades refletidas nos índices sociais alarmantes como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Dino afirmou que a diplomação não é um mero ato formal, mas um momento carregado de significados.

“Este diploma não é estático, mas é impregnado de vida. Do abraço que foi dado pela criança que encontramos na campanha, por aquela senhora que dizia que ora por nós. Este momento pertence aos mais humildes, aos esquecidos do Maranhão,” disse.

O foco no combate às desigualdades reflete o entendimento do próximo governador do Estado sobre as prioridades para o Maranhão. Segundo ele, o diploma materializa a missão “grandiosa que os eleitos têm pela frente”. Essa missão não é de autoridade, mas de promover a igualdade entre os maranhenses, disse emocionado.

Com o diploma, completou Flávio Dino, os eleitos estão investidos da missão de “ser servidor público, de servir ao povo, de não estar acima dos homens e das mulheres, mas estar junto a eles.”

Uma das metas a serem perseguidas cotidianamente é a fome, que ainda atinge metade dos maranhenses. Dados divulgados pelo PNAD esta semana revelaram que o Maranhão é o estado que possui o maior número de pessoas com insegurança alimentar. “Fome: palavra forte, aguda, cortante, mas que deve ser pronunciada para que lembremos sempre de nossa maior batalha. Essa é a missão que dá sentido maior a este momento”.

Além das desigualdades sociais, Flávio destacou o combate à corrupção e à reforma política que se colocam como temas centrais para atender aos clamores da sociedade, que esperam dos seus representantes políticos a representação “à altura do que os brasileiros merecem” e a prestação de serviços públicos de qualidade.

Acompanhado pela esposa Daniela Lima, Flávio Dino homenageou os seus familiares e se emocionou ao lembrar que seu pai, Sálvio Dino empenhou-se pessoalmente nas caminhadas, carreatas e ações da campanha. Dino citou ainda sua mãe, Rita Maria, e seus irmãos que acompanharam toda a cerimônia. O governador eleito agradeceu ainda aos parceiros de coligação e aos membros do TRE e servidores da Justiça que se empenharam para garantir eleições democráticas no estado.

E finalizou, emocionado: “Aproveito também para agradecer a generosidade do povo do Maranhão. Autenticamente sinto o peso das palavras que pronuncio e sinto peso das tarefas que nos foi incumbida. Junto com elas, sinto também coragem para enfrentar os desafios e por fim às desigualdades”.

Maranhão lidera ranking de estados onde a fome é preocupação, revela pesquisa do IBGE

19/12/2014

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (18/dez) dados alarmantes para o Maranhão. Segundo sua pesquisa, das 27 unidades federativas do país, apenas O maranhão e o Piauí não têm alimentação garantida para metade da população. Embora tenham registrado aumento percentual de 3,6 se comparado ao ano de 2009, o Maranhão ainda tem 39,1% da população sem garantia de alimentação. Os destaques positivos da pesquisa foram para o Espírito Santo, Santa Catarina e São Paulo.

O IBGE também elaboro, um ranking com os Estados de pior classificação em relação à insegurança alimentar, isto é, onde a fome se faz mais presente ou é motivo de preocupação. O Maranhão (23,7%) lidera o ranking negativo, seguido pelo Piauí (19%). Os dois estão em situação mais crítica. Logo em seguida vem o Pará (17,5%) e o Acre (17,3%).  São Paulo (3,6%), Santa Catarina (3,6%) e Distrito Federal (3,5%) são as unidades da federação que apresentam os menores índices de insegurança alimentar. Os dados analisados na pesquisa Suplemento de Segurança Alimentar são da Pnad 2013 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Acompanhe o gráfico que mostra os dados da pesquisa:

Fonte: IBGE / UOL

Roseana Sarney mal saiu do governo e já foi aposentada, de novo

18/12/2014

Blog Jeisael Marx - Impressionante a eficiência administrativa desse povo quando é pra colocar dinheiro no bolso. Arnaldo Melo, o governador-tampão, pode até não ter muito o que fazer nesses poucos dias esquentando a cadeira número um do Palácio dos Leões, mas a aposentadoria de Roseana Sarney ele já garantiu.

A ex-governadora receberá subsídio equivalente ao de desembargador do TJ, mais de R$ 25 mil reais atualmente, pelo resto da vida, pagos pelo povo do Maranhão. Aliás, parece que ela também garantiu aposentadoria a Arnaldo Melo ao renunciar e deixá-lo no cargo por meros 21 dias (ainda cabe discussão). Uma “singela homenagem”, segundo José Sarney, a Arnaldo, claro que às custas do estado.

Roseana Sarney já recebe uma aposentadoria pelo Senado como ex-servidora sem concurso de cerca de R$ 25 mil reais, desde 2013. Agora vai ser aposentada de novo como ex-governadora. Somando todas as aposentadorias, o valor dos vencimentos de Roseana ultrapassaria o teto previsto por lei, que limita o valor máximo de remuneração de agentes públicos em R$ 29,4 mil.

O blog ouviu um especialista em direito que garante ser flagrantemente inconstitucional a aposentadoria de ex-governadores. Existe, inclusive, Ação Direta de Incostitucionalidade no Supremo Tribunal Federal que questiona sua legalidade.

Em 2007, a Assembleia Legislativa do Maranhão teve a oportunidade de mudar a Constituição Estadual para impedir a aposentadoria de ex-governadores, mas os deputados rejeitaram a proposta.

Para os pobres mortais, trabalhadores que precisam contribuir por 30 a 35 anos e se aposentar com um salário de miséria, o blog deixa a pergunta. É justo que um governador contribua com a previdência por apenas 4 anos e se aposente, recebendo para o resto da vida um vultoso salário? E que tal ficar 21 dias no cargo e ganhar o direito de se aposentar?

Em anúncio histórico, EUA e Cuba dizem que vão reatar as relações após 53 anos

18/12/2014

Raúl e Obama agradeceram ao papa e ao Canadá por retomada de relações após 53 anos

Folha de São Paulo) – O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira (17) o fim da “abordagem antiquada” dos EUA em relação a Cuba, afirmando que ela fracassou em avançar os interesses americanos.

“Poremos fim a uma abordagem antiquada que, por décadas, fracassou em avançar nossos interesses e, em vez disso, começaremos a normalizar as relações entre os dois países”, anunciou o líder americano em um discurso televisionado da Casa Branca.

O acordo “iniciará um novo capítulo entre as nações das Américas” e deixará para trás uma “política rígida que é enraizada em eventos que aconteceram muito antes de nós termos nascido”.

Em seu anúncio, Obama afirmou que os EUA e Cuba concordaram em restabelecer relações diplomáticas, rompidas em 1961, e abrir vínculos econômicos e de viagem —uma mudança histórica na política dos EUA que tem o objetivo de pôr fim a meio século de animosidade da Guerra Fria.

“Esses 50 anos mostraram que o isolamento não funcionou. É tempo de uma nova abordagem.”

Apesar de ter recorrido a um decreto para realizar as mudanças anunciadas nesta quarta, Obama não pode unilateralmente pôr fim ao embargo econômico americano, que foi aprovado pelo Congresso e requer ação dos legisladores para ser revogado.

A Casa Branca, porém, indicou que gostaria que o Congresso amenizasse ou o levantasse a medida.

O anúncio foi feito em meio a uma série de novas medidas de construção de confiança entre os dois inimigos de longa data, incluindo as libertações do americano Alan Gross, preso em Cuba desde 2009, e de três membros do grupo Cinco Cubanos, presos na Flórida desde 1981.

Segundo autoridades americanas, os espiões cubanos foram trocados por um funcionário da inteligência americana que estava detido havia mais de 20 anos. Tecnicamente Gross não fez parte da troca, tendo sido solto separadamente por “questões humanitárias”.

Em seu pronunciamento, Obama afirmou que a prisão de Gross vinha sendo um “grande obstáculo” na normalização das relações. O americano chegou a uma base militar dos EUA nos arredores de Washington acompanhado por sua mulher e vários congressistas americanos.

Após chegar, ele se reuniu imediatamente com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry.

Como parte da retomada das negociações, os EUA abrirão em breve uma embaixada na capital cubana, Havana, e manterão trocas e visitas de alto nível entre os dois governos.

Os EUA também estão amenizando restrições sobre remessas, viagens —incluindo de famílias—, relações bancárias, negócios de americanos e atividades educacionais dos EUA. Cuba libertará 53 presos cubanos identificados como prisioneiros políticos pelo governo americano.

As viagens de turismo, porém, continuam banidas.

Enquanto Obama falava, o ditador Raúl Castro, de Cuba, discursava para sua nação em Havana. Obama e Castro falaram por mais de 45 minutos na terça-feira (16), a primeira discussão substancial em nível presidencial entre os dois países desde 1961.

O anúncio desta quarta se seguiu a 18 meses de negociações secretas entre os EUA e Cuba promovidas amplamente pelo Canadá e encorajadas pelo papa Francisco, que abrigou um encontro final no Vaticano.

Herança Maldita

17/12/2014

Por José Reinaldo Tavares

Encerrado esse ciclo de domínio que deixou uma grande herança maldita para os maranhenses, vemos com pesar que a cada dia conhecem-se novos indicadores sociais tão ruins que desafiam futuros governos e põe à prova a própria população maranhense. Como exemplo, temos dois deles recém divulgados. Um versa sobre o aumento do número de pessoas que entraram na faixa de pobreza classificada como miseráveis, número que ascendeu a 871 mil pessoas no total em 2013, consolidando o Maranhão como recordista absoluto do país na concentração da miséria, em termos relativos ao tamanho da população. Isto com o agravante de que, somente no ano citado, 118 mil pessoas engrossaram esse número, jogando definitivamente por terra os devaneios repetidos à exaustão de que tudo vai muito bem em nosso estado.

O segundo apareceu quinta-feira passada na Folha de São Paulo, que divulgou mais um dado deprimente – entre tantos – ao publicar o resultado da Prova Brasil, com dados de provas com estudantes de todos os estados. Nessa compilação, os dados do Maranhão em português e matemática são vergonhosos. O título da matéria é “Estados que concentram o maior percentual de alunos no pior nível”. Para o quinto ano, final do ensino fundamental, o Maranhão é o último colocado entre todos, com 49 por cento dos estudantes abaixo do nível 1 e para o nono ano, final do ensino médio, o nosso estado é também o último, com 38,4 por cento dos estudantes abaixo do nível 1. Alagoas é o próximo pior e o Piauí, nosso companheiro de infortúnio em outras áreas, nesta está muito melhor do que nós.

Para terem uma ideia, no nível 1 está aquele estudante que não consegue identificar o personagem principal em uma fábula. Os níveis razoáveis começam a partir do nível 5, para o aluno do quinto ano. O estudante do nono ano abaixo do nível 1 é aquele que não consegue interpretar expressões e opiniões em crônicas. Do nível 5 até o 8 é onde estão níveis razoáveis para bom. A tragédia é tão completa que a grande maioria dos estudantes maranhenses está abaixo do nível 5 em ambos os casos.

Com efeito, Roseana fecha o seu legado caracterizado pela enorme determinação, sempre demonstrada, em evitar que o Maranhão tivesse um nível educacional pelo menos razoável. Não custa lembrar que quando saiu do governo em 2002, após oito anos de mandato, o estado não tinha ensino médio em 159 municípios.

Infelizmente, o legado danoso dos anos em que esteve no governo é muito maior e abrangente, pois atinge profundamente a vida dos maranhenses em todos os setores. Desde as finanças do estado, equilibradas no meu governo e mantida com a boa gestão com Jackson Lago, e que agora nesse final estão descontroladas. Não raro somos surpreendidos com notícias alarmantes, desde o caos em que submergiram todos os serviços prestados pelo estado como segurança, saúde, educação… Descontrole visível também na nunca presenciada onda de violência que atinge toda a população e até mesmo o aparelho policial e no caos em que vivem o sistema hospitalar, com a falta de pagamento generalizado, que priva a população de médicos e paramédicos e até mesmo sem material básico para o atendimento hospitalar. Na educação já não temos para onde cair…

Não bastasse isso, nas finanças o não pagamento de serviços e convênios contratados é geral, incluindo também o pagamento de precatórios. Aliás, o único pago deu no que deu e foi parar nos anais da Operação Lava Jato.

Então, como afirmar que Roseana Sarney está entregando um estado com as finanças em dia para Flávio Dino? Deviam ser mais sérios!

Tempos difíceis virão por aí, mas Flávio vem montando uma equipe competente e com muita vontade de trabalhar. Dessa forma, com muita determinação e austeridade, o Maranhão vai encontrar o seu tempo de bonança.

Vamos virar essa página triste de nossa história com determinação e a esperança de que encontraremos o nosso lugar entre aqueles estados considerados os melhores para a sua população.

A honestidade, que será o padrão das ações do governo, nos dará as condições financeiras para o desenvolvimento e a melhoria de nossas condições sociais.

Agora uma coisa é certa. As coisas estão se complicando muito, muito mesmo, para Roseana Sarney. Tempestade à vista para eles…

E, para fechar, vamos lembrar um ditado muito conhecido nosso, um bordão muito usado por minha avó: “Aqui se faz, aqui se paga!”.

Não é preciso dizer mais nada!

Sumiço de Roseana repercute na Folha

17/12/2014

O adeus de Roseana repercute na Folha

O articulista da Folha de São Paulo, Bernardo Mello Franco, repercutiu na edição desta terça-feira a renúncia de Roseana e as dificuldades do futuro governador do Maranhão, Flávio Dino, em conseguir informações sobre a situação do Estado depois da desastrosa administração da filha do senador José Sarney.

Leia:

BERNARDO MELLO FRANCO

A governadora sumiu

BRASÍLIA – “Ela deixou a bagunça para trás e sumiu. Vou tomar posse no escuro”. O protesto é do futuro governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B). Eleito com 64% dos votos, ele está preocupado com o buraco nas contas do Estado. Terá que esperar até o próximo dia 1º para descobrir o tamanho das dívidas. Sua antecessora, Roseana Sarney (PMDB), renunciou na semana passada para não dar posse ao rival.

“Vamos ter que trocar os trilhos e botar o trem para andar ao mesmo tempo”, reclama Dino, um ex-juiz federal de 46 anos, que se elegeu com a promessa de dar fim ao reinado de cinco décadas da família Sarney.

O novo governador diz que já esperava uma transição difícil, mas está surpreso com a falta de informações básicas sobre o caixa estadual. Faltam números sobre contratos, repasses a prefeituras e pagamentos a funcionários terceirizados.

“Estão interrompendo os pagamentos na área da saúde, que não tem concurso público há cerca de 20 anos. A dívida com os precatórios está explodindo, e a gente não sabe o que vai ser quitado e o que vai ficar para o ano que vem”, afirma Dino.

Pelo “Diário Oficial”, a equipe do novo governo fica sabendo de medidas como a renovação de contratos que só venceriam em 2015. “É uma atitude pueril de sabotagem”, reclama o próximo governador.

No discurso de despedida, Roseana disse que renunciou por motivos “estritamente pessoais, sem qualquer conotação de ordem política ou de qualquer outro interesse”. Fez elogios à própria gestão e afirmou que o Maranhão “voltou a trilhar um novo caminho de crescimento”, embora o Estado ainda tenha o segundo pior resultado do país no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. “Saio com a certeza do dever cumprido”, concluiu a ex-governadora.

Para Dino, a transição foi apenas um dos deveres que ficaram pelo caminho. “Eles achavam que o governo seria eterno e que esse momento nunca iria chegar”, critica.

São Luís é uma das 15 cidades mais perigosas do mundo

16/12/2014

De O Imparcial

 
Zema Ribeiro.

Mais de 1.000 homicídios já foram registrados somente esse ano na Região Metropolitana de São Luís. O número foi indicado segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), e aponta 2014 como o ano mais violento da capital maranhense. Segundo o balanço oficial da Secretária de Segurança, em 2013, foram mais de 807 homicídios, enquanto em 2012 foram registrados 635.

O alto índice de assassinatos contabilizados esse ano na capital, tem criado um clima de insegurança entre a população, pois a cada mês a estatística aponta que a violência cresce cada vez mais. Somente em novembro, o mês mais violento até o momento, 103 pessoas foram vítimas de assassinato na cidade. Segundo uma  DAS 15Luís é a segunda capital brasileira com maior aumento nos registros de homicídios em todo o país, um crescimento de 400% na última década.

A cidade já figura desde 2011 entre as trinta cidades mais perigosas do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), ocupando atualmente a décima quinta colocação. A pesquisa também mostra que as vítimas desse crime são, em maior parte, homens (98%) e negros (85%). Outro aspecto desse tipo de crime levantado é o uso de armas de fogo, que chega a 54% nos homicídios praticados em todo o Maranhão, sendo que 74% dos crimes no estado são cometidos em São Luís.

Diante desse cenário, O Imparcial conversou com entidades, agentes públicos e pessoas ligadas aos Direitos Humanos, para saber o porquê do aumento significativo no número de homicídios, como esse quantitativo tem causado uma sensação de insegurança entre os moradores da capital e o que pode ser feito para inibir a violência em São Luís.

Para Zema Ribeiro, diretor da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, entidade independente que busca discutir, fiscalizar e defender a garantia dos direitos humanos no estado, o atual cenário da violência no estado é reflexo de uma política de segurança ineficiente pelo governo. “O que nós estamos vendo hoje não só em São Luís, mas em todo o estado do Maranhão é o resultado da ineficácia do Estado no controle da criminalidade. O governo acreditou que colocando apenas policiais nas ruas a segurança do cidadão já estaria garantida.”, declarou. Ele também ressaltou que a explosão de assassinatos dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas é uma das provas de que a violência em São Luís está em um nível descontrolado.

Já para Luís Antônio Pedrosa, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), o cenário é assustador e precisa de mais atenção. “O cenário atual é apavorante, principalmente quando se observa o número de assassinatos que a capital vem registrando, o que a coloca, inclusive, entre as cidades onde houve o maior aumento no número de homicídios no país.”. Para Pedrosa, é preciso haver uma reformulação profunda no próprio conceito de segurança pública. “A segurança pública deve se articular com outras políticas públicas. Educação, saúde, cultura. A violência não pode ser tratada de forma isolada. Outro grande erro do governo do Maranhão foi acreditar que um trabalho repressivo da polícia diminuiria a criminalidade, o que não aconteceu. Deve-se ter uma polícia preventiva, que se articule com a comunidade, que busque de forma inteligente combater principalmente o tráfico. O modelo de segurança atual no Maranhão é arcaico e perigoso”, finalizou.

Jhonatan Soares, de 25 anos, conhece bem essa realidade. Morador do bairro da Cidade Olímpica, localidade com um dos maiores índices de homicídios da capital, ele convive diariamente com as mortes germinadas pelo tráfico de drogas e a guerra entre policiais e criminosos. Jhonatan é Conselheiro Tutelar e tenta juntamente com a Pastoral da Juventude, ligada a Igreja Católica, mudar essa esfera tétrica e repleta de selvageria. “A atual gestão tem criado uma política de repressão que gera medo nos moradores de bairros da periferia. Nós que moramos nessas regiões temos medo da polícia, que ao invés de trazer segurança, nos apresenta a morte, pois os policiais acabam tratando toda e qualquer pessoa da região como bandido. Isso nos coloca em uma linha tênue entre o tráfico e a polícia.”, elucidou Jhonatan.

Quem também lamenta o atual cenário da criminalidade na capital maranhense é o arcebispo de São Luís, dom Belisário, que vê na escalada da violência a ausência de políticas públicas principalmente para os jovens. “As principais vítimas dos assassinatos no país são jovens, pobres, negros e do sexo masculino. Há um verdadeiro extermínio dessa população, e isso ocorre principalmente porque não há educação, não há emprego e melhores oportunidades para esses jovens, o que acaba fazendo com que o mundo do crime e do tráfico se torne algo realmente atrativo.”, declarou. Sobre o trabalho realizado pela igreja Católica, o arcebispo ressaltou: “Nós temos muitos grupos ligados à igreja que fazem trabalhos com esses jovens, muitos dos que coordenam esses grupos são das periferias e conhecem a realidade, mas o trabalho precisa ser mais amplo, deve integrar outros setores. A sociedade precisa participar diretamente e não excluí-los se quiser realmente vencer a criminalidade”.

É preciso ressaltar que, desde janeiro de 2013 até o encerramento desta edição de O Imparcial, já aconteceram 2037 casos de homicídios na Grande São Luís sendo que, dos 50 casos de linchamento no Brasil, 22 foram na capital maranhense. O bairro com mais registros de assassinatos é a Cidade Olímpica, com 80 casos, seguido do Coroadinho, Liberdade e Vila Embratel.

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