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Portaria nº 04/2016 proibe o uso de foguetes em Dom Pedro, Gonçalves Dias, Santo Antônio dos Lopes, Governador Archer e Capinzal do Norte

25/08/2016

PORTARIA N.º 04/2016

Dispõe sobre o uso de fogos de artifício no período eleitoral e disciplina outras providências.

CARLOS EDUARDO COELHO DE SOUSA, Juiz da 48ª Zona Eleitoral do Estado do Maranhão, com fundamento no art. 35, inc. IV, do Código Eleitoral e na disciplina contida na Resolução TSE nº 23.457/2015.

Considerando a necessidade de disciplinar o uso de fogos de artifício, foguetes e assemelhados, tendo em vista os constantes abusos e a inobservância da legislação registrados em outros pleitos;

Considerando os artigos 251 e 253 do Código Penal Brasileiro;

Considerando os artigos 22, inciso I, 112 e seus parágrafos e artigo 240, III e IV, todos do Decreto Federal nº 3365/2000;

Considerando os artigos 28, parágrafo único e 42 da Lei das Contravenções Penais;

Considerando o artigo 54 da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais);

Considerando o disposto no art. 17, inciso VI, da Resolução TSE nº 23.457/2015, que proíbe a propaganda que perturbe o sossego público, com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;

Considerando que os eventuais excessos e o uso desmedido dos fogos de artifício poderão implicar em clara violação às normas acima mencionadas, em evidente perturbação ao sossego público e causar grande desconforto à população e aos animais de estimação e silvestres, além de incitar à violência em função do acirramento de ânimos entre adversários políticos;

Considerando que todos os representantes das coligações e partidos solicitaram a este Juízo permissão para a utilização dos fogos de artifício de forma moderada e em episódios pontuais.

RESOLVE:

Art. 1º. Nos municípios de Dom Pedro, Gonçalves Dias, Santo Antônio dos Lopes, Governador Archer e Capinzal do Norte, fica autorizada, temporariamente, a queima de fogos de artifícios SOMENTE de quinta à domingo, durante os eventos de caráter político-eleitoral, do seguinte modo:

  1. I) Comícios;
  2. II) Carreatas, caminhadas, passeatas, arrastões e afins– na concentração, na saída e na chegada.

Art. 2º. Excetuadas as hipóteses retro descritas, fica terminantemente proibida a queima de fogos de artifício de qualquer categoria em qualquer evento de cunho eleitoral, em propriedade particular ou em vias públicas (ruas, avenidas e praças).

Art. 3º. Incumbir à Polícia Militar a fiscalização do cumprimento desta portaria, adotando as medidas pertinentes para coibir sua inobservância, tais como apreensão dos fogos de artifício e condução do infrator à Delegacia de Polícia Civil do local dos fatos para as providências necessárias e recolhimento do material apreendido, com a imediata comunicação a este Juízo e ao Ministério Público Eleitoral;

Art. 4º. Os representantes das coligações partidárias responsáveis por partidos políticos que permitam a queima de fogos extrapolando os limites desta Portaria são solidariamente responsáveis no âmbito cível por eventuais danos morais e materiais decorrentes de possível explosão dolosa ou acidental.

Art. 5º. A desobediência às disposições descritas na presente Portaria sujeitará ainda os responsáveis e beneficiários às penalidades previstas na Lei nº 9.504/97, na Resolução TSE nº 23.457/2015 e do Código Eleitoral, além de outras sanções legais cabíveis à espécie.

Art. 6º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7º. Remeta-se cópia desta Portaria às Polícias Militar e Civil, às coligações/partidos participantes das eleições 2016 nesta Zona Eleitoral, bem como ao Ministério Público Eleitoral.

Publique-se. Cumpra-se.

Dom Pedro/MA, 24 de agosto de 2016.

CARLOS EDUARDO COELHO DE SOUSA

Juiz Eleitoral da 48ª Zona

3 declarações do governo Temer que dão o impeachment de Dilma como concluído

24/08/2016

Por José Roberto Castro.

O julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff começa na quinta-feira (25). Conduzidas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, as sessões terão espaço para testemunhas, falas da defesa e acusação e até interrogatório da ré, a presidente afastada que decidiu responder pessoalmente no Senado.

Politicamente, as chances de Dilma conseguir 28 votos entre os 81 senadores, número necessário para voltar ao cargo do qual está afastada desde 12 de maio, são baixas. Aliados da petista mantêm publicamente o discurso de esperança, mas nos bastidores admitem que há muito pouco a fazer, inclusive pelo fato de ela já ter sido derrotada duas vezes no plenário do Senado durante o processo.

Do lado do presidente interino Michel Temer, vice que assumiu o Palácio do Planalto com o afastamento de Dilma, a confiança é tanta que os integrantes do governo nem tomam mais o cuidado de dar declarações sobre o futuro do governo com algumas condicionantes. Ou seja, é como se o julgamento final da presidente afastada já estivesse concluído, restando apenas uma confirmação formal, algo que só deve acontecer no dia 31 de agosto. O Nexo reuniu 3 dessas declarações. Veja abaixo:

Vaia, só na Paraolimpíada

Temer foi vaiado na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, em 5 de agosto. Em visita à cidade no dia 18, três dias antes da cerimônia de encerramento, o presidente interino justificou sua ausência no evento que fechou a Olimpíada e disse que as vaias deveriam ser guardadas para as Paraolimpíadas. A questão é que os jogos só começam em 7 de setembro e em caso de absolvição de Dilma, ela é que abriria o evento.

“Estou pedindo para reservar [as vaias] para as Paralimpíadas, porque virei nas Paralimpíadas”

Michel Temer

Presidente interino da República

Temer vai com ‘mala de mascate’

Os aliados de Temer fizeram pressão para que o desfecho do julgamento do impeachment acontecesse ainda em agosto. O principal motivo é a reunião do G-20 (grupo dos países mais industrializados), que acontece nos dias 4 e 5 de setembro na China. Mesmo sem Temer ter sido confirmado no cargo, os aliados do peemedebista falam publicamente da viagem.

“O presidente Michel vai levar para a China uma mala de mascate para mostrar que o Brasil é um mar de oportunidades”

Eliseu Padilha

Ministro-chefe da Casa Civil

Recriação de ministério

Uma das grandes críticas que Temer sofreu durante o período de interinidade foi por ter cortado ministérios da área social. Depois de voltar atrás com a extinção da Cultura, o governo prepara outra reformulação. Vai recriar o Ministério do Desenvolvimento Agrário “depois que o Senado” confirmar Temer, nas palavras do chefe da Casa Civil do Planalto, e não “se o Senado” confirmá-lo.

“O presidente determinou que, depois que o Senado o confirmar como presidente da República, voltará a existir um ministério que vai cuidar desta área muito sensível, que é o Desenvolvimento Agrário e Social”

Eliseu Padilha

Ministro-chefe da Casa Civil

Juiz de Dom Pedro baixa portaria proibindo uso de som exagerado nas eleições de 2016

22/08/2016

PORTARIA N.º 03/2016

CARLOS EDUARDO COELHO DE SOUSA, Juiz da 48ª Zona Eleitoral do Estado do Maranhão, com fundamento no art. 35, inc. IV, do Código Eleitoral e na disciplina contida na Resolução TSE n.º 23.457/2015;

Considerando a necessidade de disciplinar o uso de veículos contendo auto-falante, amplificadores de som e assemelhados;

Considerando os constantes abusos e a inobservância da disciplina legal inerente à propaganda eleitoral registrada em outros pleitos;

Considerando que os eventuais abusos poderão implicar em clara violação ao disposto no art. 243, VI, do Código Eleitoral, porquanto a propaganda eleitoral é veiculada, em regra, com a propagação de som em níveis alarmantes, em evidente perturbação ao sossego público;

Considerando que a propagação de sinais sonoros além do nível máximo permitido pode resultar em danos à saúde humana, violando, assim, disposição contida no caput do art. 54 da Lei  9.605/98;

Considerando o disposto no art. 17, inciso VI, da Resolução TSE nº 23.457/2015, que proíbe a propaganda que perturbe o sossego público, com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos.

RESOLVE:

Art. 1º Instalar a COMISSÃO ESPECIAL DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DE VEÍCULOS CONTENDO AUTO-FALANTES E ASSEMELHADOS à disposição da campanha eleitoral das agremiações e dos candidatos nesta Zona Eleitoral.

Art. 2º  A comissão será composta pelos seguintes servidores: Raimundo Ferreira Damasceno Junior e Maria Sheila da Silva Amorim.

Art. 3º Determinar que as coligações, partidos ou candidatos que participam das eleições 2016 nesta Zona Eleitoral (municípios de Dom Pedro, Capinzal do Norte, Santo Antonio dos Lopes, Gonçalves Dias e Governador Archer), que encaminhem à Justiça Eleitoral  cópia do documento atualizado e válido dos veículos contratados para a campanha eleitoral, bem como com a cópia, dentro do prazo de validade, da CNH do(s) respectivo(s) motorista(s), acompanhado dos dados pessoais destes, tais como endereço e telefone.

  • 1º os documentos enumerados neste artigo deverão ser protocolados no Cartório Eleitoral, junto com o pedido de autorização de circulação de carros de som;
  • 2º o pedido de autorização poderá ser formulado pelo próprio proprietário do veículo, juntando comprovante da contratação por determinado partido, coligação ou candidato.

Art. 4º De posse dos documentos descritos no art. 3º, este Juízo Eleitoral autorizará a circulação dos Carros de Som e assemelhados nos municípios pertencentes a esta Zona Eleitoral.

  • 1º será expedido documento de autorização de circulação, rubricado pelo Chefe do Cartório Eleitoral da 48ª Zona, a ser entregue ao conduto do veículo;
  • 2º a circulação de veículo veiculando propaganda eleitoral, sem a autorização mencionada no parágrafo anterior, implicará na sua apreensão;
  • 3º A publicidade  da relação dos carros de som autorizados por este Juízo, se dará, para as coligações/candidatos e condutores, no átrio do Cartório Eleitoral.

Art. 6º A partir do dia 22 de agosto de 2016 só será permitida a circulação de veículos devidamente autorizados por este Juízo e para qualquer nova inclusão de veículos deverão ser obedecidas todas as normas constantes desta Portaria, ficando determinada a apreensão daqueles que circularem irregularmente.

Art. 7º  Para efeitos desta Portaria, considera-se carro de som qualquer veículo, motorizado ou não, ou ainda tracionado por animais, que use equipamento de som com potência nominal de amplificação de, no máximo, dez mil watts e que transite divulgando jingles ou mensagens de candidatos.

Parágrafo único.  É vedado o uso de trios elétricos, exceto em comícios (art.39,§10 da Lei das Eleições).

Art. 8º – Requisitar reforço policial à Polícia Militar dos Municípios de Dom Pedro, Capinzal do Norte, Santo Antonio dos Lopes, Gonçalves Dias e Governador Archer, quando necessário para a realização de diligências de combate às irregularidades.

Art. 9º. Remeta-se cópia desta Portaria às Polícias Militar e Civil, às coligações/partidos participantes das eleições 2016 nesta Zona Eleitoral, bem como ao Ministério Público Eleitoral.

Publique-se. Cumpra-se.

Dom Pedro/MA, 20 de agosto de 2016.

CARLOS EDUARDO COELHO DE SOUSA, Juiz da 48ª Zona Eleitoral do Estado do Maranhão.

Justiça Eleitoral fiscalizará com rigor abusos na propaganda eleitoral

19/08/2016

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A Justiça Eleitoral em todo o país utilizará novas regras para fiscalizar os recursos empregados nas campanhas dos candidatos. De acordo com a reforma eleitoral aprovada pelo Congresso no ano passado, os partidos e coligações deverão prestar contas aos tribunais regionais eleitorais (TREs) a cada 72 horas. Os dados poderão ser consultados no site do TSE.
Pela nova norma, os candidatos também estão proibidos de receber doações de empresas e só poderão ser financiados por pessoas físicas e recursos do Fundo Partidário. As doações de simpatizantes dos candidatos só podem ser feitas por meio de recibo e declaradas no Imposto de Renda. As chamadas “vaquinhas virtuais” foram vetadas pelo TSE.

Para Justiça, fotógrafo é o culpado por perder olho ao cobrir protesto em 2013

18/08/2016

Sérgio Andrade da Silva, um dos símbolos da violência policial que marcou as manifestações de 2013 no Brasil, foi considerado culpado pela Justiça por ter perdido a própria visão, após ser alvejado no olho enquanto trabalhava. Ele pedia indenização para o Estado de São Paulo por ter sido atingido por uma bala de borracha lançada pela Polícia Militar. No processo, a defesa do Governo, responsável pela polícia, justificou que o profissional não precisa da “visão binocular” (dos dois olhos) para fotografar.

Na sentença, publicada nesta terça, o juiz Olavo Zampol Júnior justifica sua decisão de negar a indenização a Silva dizendo que ele, ao se posicionar entre os manifestantes e a polícia para fotografar, se “colocou em situação de risco, assumindo, com isso, as possíveis consequências do que pudesse acontecer”. E continua: “por culpa exclusiva do autor, ao se colocar na linha de confronto entre a polícia e os manifestantes, voluntária e conscientemente assumiu o risco de ser alvejado por alguns dos grupos em confronto (policia e manifestantes). Não se está a falar de exercício regular de direito ou estrito cumprimento de dever legal na atuação do agente público, mas de culpa exclusiva do autor, pelas condições em que os fatos se deram.”

O fotógrafo foi ferido em 13 de junho, dia em que a repressão da polícia atingiu seu ápice. Era o quarto dia da onda de protestos em São Paulo, que começou por causa de um aumento na tarifa de transportes. Os atos, organizados pelo Movimento Passe Livre, já haviam sido duramente reprimidos pela PM nos dias anteriores, mas neste dia cerca de 100 manifestantes foram alvejados por armas não letais, segundo o movimento, além de uma dezena de jornalistas que trabalhavam no ato, apontaram os próprios veículos de comunicação. A violência foi tanta que marcou um turning point nas manifestações políticas, que ganharam o apoio público e a adesão de novas pautas para os protestos, causando uma ebulição em todo o país.

Silva cobria o ato para a agência Futura Press. Reportagem de Thiago Herdy no jornal O Globo relatou na época o episódio envolvendo o profissional: “O fotógrafo Sérgio Silva, de 31 anos, abaixou a câmera para conferir a imagem que acabara de fazer e ajustar o tempo de abertura do obturador. Antes do segundo disparo, sentiu o impacto no olho esquerdo e uma dor lancinante”. Ele deixou o local desorientado, sangrando e foi socorrido por um desconhecido, que o levou ao hospital 9 de Julho. Depois, foi transferido para um hospital especializado, onde ficou internado até 15 de junho e recebeu uma conta de pouco mais de 3.000 reais. Por quatro meses, o fotógrafo tentou recuperar a visão, o que nunca ocorreu. Teve de colocar prótese no lugar do globo ocular.

“Sérgio é fotógrafo. O olho e a câmera são seus instrumentos de trabalho. Ou eram. O autor perdeu a terceira dimensão. Frente às sequelas, não mais poderá tirar retratos, atividade que, de resto, é, ao lado de mulher e filha, motivo maior de sua paixão. Está inválido. Caolho. Seu mundo não é mais tridimensional. Perdeu a possibilidade de enxergar em profundidade”, relataram seus advogados, na petição inicial feita à Justiça. Eles pediam uma indenização de 1,2 milhão de reais.

A Procuradoria Geral do Estado, responsável pela defesa do Governo, contestou o pedido de indenização dizendo que o fotógrafo não comprovou em nenhum documento que foi atingido por bala de borracha e que ele pode ter sido alvejado por “baderneiros que agem com extrema violência”, infiltrados no ato. A procuradora Mirna Cianci disse ainda que relatórios de policiais que agiram no dia mostram que houve apenas um “pequeno confronto”, “com populares jogando pedras e fogo em lixo, o que foi controlado a contento pela polícia, sem maiores consequências”. E também destacou que os repórteres fotográficos “na ânsia de obterem o melhor registro, não pouparam esforços em sua exposição”. “A quem esteja participando desses movimentos e por qualquer motivo, cabe manter segura distância quando se apercebe da possibilidade de confronto policial, o que certamente não fazem os repórteres fotográficos que revelam a ânsia da melhor foto, para se notabilizarem no mercado”.

A procuradora contesta ainda a informação de que ele, de fato, ficou cego. “Há reportagem que consta que o paciente progrediu, enxergando feixes de luz, o que significa evolução do quadro inicial”. Após a perícia comprovar o uso de uma prótese no lugar do olho, a procuradora afirmou que o fotógrafo não precisa da visão binocular (dos dois olhos) para o trabalho. “Ao contrário, [ele] busca fechar um dos olhos quando mira o alvo da fotografia”.

Essa é a segunda sentença que responsabiliza um fotógrafo ferido em manifestações. Em setembro de 2014, uma decisão da Justiça de São Paulo causou revolta em jornalistas brasileiros ao culpar o fotógrafo Alex Silveira por ter perdido a própria visão ao ser atingido por uma bala de borracha lançada pela Polícia Militar em um ato de servidores da saúde e da educação na avenida Paulista. Ele perdeu 80% da visão direita. Na primeira instância, o Governo havia sido condenado a pagar todos os gastos médicos e de indenizá-lo em 100 salários mínimos, mas, posteriormente, a 2ª Câmara Extraordinária de Direito Público reverteu a sentença. O desembargador Vicente de Abreu Amadei afirmou que “as circunstâncias em que os fatos ocorreram não autorizam a indenização” e que o fotógrafo “colocou-se em quadro no qual se pode afirmar ser dele a culpa exclusiva do lamentável episódio do qual foi vítima.” Silveira acabou sendo condenado a pagar as despesas do processo, fixadas em 1.200 reais.

3 sinais de que a carta de Dilma foi divulgada num mau momento

17/08/2016

Dilma defende proposta de antecipar eleições presidenciais

João Paulo Charleaux

 

Dilma Rousseff publicou nesta terça-feira (16) sua “Carta ao Senado Federal e ao Povo Brasileiro”, sobre o processo parlamentar que a mantém afastada do cargo de presidente da República desde o dia 12 de maio e que levou ao comando do país interinamente seu vice, Michel Temer.

Em 1.314 palavras, o documento sinaliza basicamente uma disposição de antecipar as eleições presidenciais em troca de sua volta ao Palácio do Planalto, além de reforçar o discurso segundo o qual o impeachment é um golpe.

A escolha do próximo presidente está programada para ocorrer só em outubro de 2018. Dilma afirma que, se for absolvida no julgamento final, no 25 de agosto, apoiará um plebiscito para que a população escolha pela antecipação ou não da eleição – dessa forma, ela seria realizada ainda em 2016.

Todos sabiam que Dilma publicaria uma carta com esse teor. Mas a divulgação ocorreu num momento em que o quadro do impeachment está praticamente definido e numa hora do dia em que a atenção dos brasileiros não estava na política.

Além disso, houve outro episódio, alheio a seus cálculos. Horas depois da divulgação, veio a público a informação de que o Supremo havia autorizado a abertura de uma investigação formal contra ela no âmbito da Lava Jato. Veja abaixo:

Olimpíada

Dilma deu início à leitura de sua carta às 15h53 de terça-feira (16). Ao mesmo tempo, a seleção brasileira de futebol feminino disputava uma vaga na final da Olimpíada, contra a Suécia, nos pênaltis.

Encavalar os dois eventos não é um problema em si, salvo se a presidente afastada esperava de fato atrair atenção do “povo brasileiro”, a quem a carta é dirigida. Naquele momento, boa parte do público estava concentrada no resultado da partida.

Nova eleição

A principal proposta da carta é a antecipação da eleição presidencial. A proposta não é nova. Na verdade, os senadores que lançaram a ideia esperaram mais de dois meses por um posicionamento claro de Dilma a esse respeito.

No dia 8 de junho, entre seis e oito senadores ainda cogitavam um apoio a Dilma se ela se engajasse nesta iniciativa. O grupo foi recebido por ela no Palácio da Alvorada, ouviu uma resposta positiva, mas o engajamento da petista foi tímido. O tempo passou e a oportunidade, também.

Um dos que defendiam a proposta era o senador Cristovam Buarque(PPS-DF), que, depois de apoiar a antecipação do pleito e de se dizer aberto a analisar o futuro da presidente, acabou votando pela segunda vez contra ela na sessão de 10 de agosto, na qual 73% dos senadores também decidiram tornar Dilma ré por crime de responsabilidade.

Nem o PT, seu partido, é a favor da antecipação das eleições. Rui Falcão, presidente da sigla, disse em 4 de agosto: “Não vejo nenhuma viabilidade para esse tipo de proposta.”

Quadro definido

Na carta, Dilma faz uma espécie de mea culpa e dá sinais aos movimentos sociais de esquerda. O processo de impeachment, porém, começou ainda em dezembro de 2015. É possível dizer que Dilma esperou até o último minuto. Mas também é possível dizer que o último minuto já passou.

Na prática, ela está abrindo mão de concluir o próprio mandato quando a maioria dos senadores já não está sensível sequer a esse argumento extremo.

As chances de reverter o processo começaram a minguar após a votação de 19 de abril na Câmara dos Deputados, quando Dilma perdeu por mais de dois terços dos votos. E ficaram ainda mais difíceis quando o Senado decidiu pelo seu afastamento temporário, em 12 de maio.

A partir de então, foram crescendo cada vez mais os sinais de abandono da petista, enquanto a oposição se fortalecia, de maneira que a maioria das análises disponíveis garante que o destino da petista já está definido.

Para piorar seu quadro político, horas depois da divulgação da carta veio a público a informação de que o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki, havia autorizado, na segunda-feira (15), a abertura de uma investigação formal contra ela, por suspeita de tentativa de obstrução da operação.

Os argumentos oficiais de quem pede seu afastamento definitivo não passam pela Lava Jato. No Congresso, Dilma é acusada de realizar manobras que teriam ferido a Lei de Responsabilidade Fiscal. A abertura de um inquérito no âmbito criminal, porém, reforça o desgaste de sua imagem neste momento de desfecho.

 

Justiça libera nesta 3ª propaganda eleitoral

15/08/2016

A partir desta terça-feira (16), a Justiça Eleitoral libera os candidatos para iniciaram a propaganda eleitoral na rua e na internet. Eles poderão pedir o voto dos eleitores até o próximo 1º de outubro, um dia antes da realização do primeiro turno do pleito.

Serão 46 dias possíveis para o uso de carros de som, altos-falantes, jingles e material gráfico, como os conhecidos santinhos. Também é permitido promover caminhadas, passeatas, carreatas e comícios. A campanha nas internet, inclusive, redes sociais, também será liberada.

Mas os candidatos e eleitores devem ficar atentos, pois nem tudo é considerado legal pela Justiça Eleitoral. A propaganda paga na internet, por exemplo, está proibida, o que de acordo com o advogado Fábio Andrade, inclui postagens patrocinadas no Facebook.

A utilização de alto-falantes também tem regras, só podem funcionar das 8h às 22h, sendo proibidos num espaço menor que 200 metros de repartições públicas, hospitais, escolas, bibliotecas e igrejas. Os veículos com a publicidade sonora, de caminhão a bicicleta, devem ter autorização da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente, condicionada à taxa de R$ 165,36. O barulho não pode ultrapassar 70 decibéis, caso o veículo esteja em movimento. Parado, o alto-falante deve ser desligado, com a exceção de estar em evento autorizado pela Justiça Eleitoral.

Continuam proibidos os “showmícios” e a contratação de artistas para qualquer outro evento que sirva para promover a imagem de candidatos. A distribuição de brindes como camisas e bonés também é proibida, assim como a publicidade em outdoors, cuja contratação pode reverter em multa de R$ 5 mil a R$ 15 mil para a coligação, partidos ou político.

A distribuição de bens materiais, mesmo que seja um chaveiro, pode ser interpretada como compra de voto, podendo o candidato ser processado e ter o registro de candidatura cassado.

Os cavaletes nas praças da cidade passou a ser proibidos. Postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos também devem ser preservados da propaganda eleitoral. Nos ambientes privados, cartazes e placas relacionadas a candidaturas devem ter tamanho limitado a meio metro quadrado.

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