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Três candidatos a vereadores da coligação do prefeito Vilson Andrade renunciaram a suas respectivas candidaturas

23/09/2016

Três candidatos a vereadores da coligação do prefeito Vilson Andrade renunciaram a suas respectivas candidaturas, foram eles, Wesley Pereira, João Paulo e Elizângela Andrade.

Não se sabe até o momento o que teria levado aos candidatos a vereadores a renunciarem ao pleito.

Plano de governo: Sugestões aos candidatos a prefeito na área da transparência pública

21/09/2016

Por Welliton Resende

Como sugestões de melhoria e aprimoramento dos controles aos futuros gestores municipais, seguem 10 sugestões:

1. Criar e/ou aprimorar os portais da transparência

É uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal e o seu descumprimento pode acarretar na suspensão das transferências voluntárias e legais ao município.

2. Regulamentar em âmbito municipal a Lei de Acesso à Informação

O direto à informação está amparado na Constituição Federal e o prefeito que descumprir está sujeito à perda mandato por crime de responsabilidade. Regulamentar a LAI, instalar o SIC físico e o e-SIC são medidas obrigatórias.

  1. Implantar o Controle Interno e a Ouvidoria Municipal

    Prefeito que não cria a controladoria e a ouvidoria corre um sério risco de não detectar/evitar atos danosos ao patrimônio  público e, com isso, vir a ser responsabilizado pessoal e institucionalmente.

  2. Reduzir o número de cargos comissionados e criar uma comissão permanente para evitar desperdícios na gestão pública

    É fundamental reduzir o tamanho da máquina administrativa para poder investir em outras áreas como limpeza, iluminação, educação, saúde, segurança, urbanismo e saneamento. Além disso, atentar-se sempre para o percentual máximo de gasto com pessoal estabelecido na LRF (no máximo 54% da RCL).

5.Estabelecer critérios objetivos para a contratação de cargos comissionados

É salutar reservar 50% das funções comissionadas para servidores concursados. Fica ainda a sugestão de não nomear para cargo comissionado ou função gratificada pessoa que tenha processo aceito pela Justiça ou condenação, mesmo sendo em primeira instância, em razão de corrupção ou improbidade administrativa.

Outra iniciativa importante nesse campo é a definição de critérios objetivos para a ocupação dos cargos comissionados. Importante implantar a avaliação de desempenho, com critérios objetivos, para todos os servidores públicos.

6. Estimular o controle social

Proibição da participação de servidores ocupantes de cargos comissionados como membros-representantes da sociedade civil nos diferentes conselhos (saúde, educação, criança e adolescentes etc.). Apoio ao trabalho dos conselhos, por meio do fornecimento de informações necessárias aos seus projetos e da disponibilização de uma estrutura administrativa que possa, minimamente, atender as suas demandas essenciais. Participação do Ministério Público, com direito a voz e voto, em todos os conselhos municipais.

7. Código de Ética:

Implantar Código de Ética para os servidores e para a alta administração da prefeitura. Esse código deve prever a instalação de Comitês de Ética por órgão/secretaria da administração municipal e um Comitê Superior de Ética Pública composto por cidadãos de boa reputação e reconhecida postura ética.

8. Incentivar a participação da Desburocratização e Licitações:

Adotar uma política de revisão dos procedimentos administrativos internos e externos da prefeitura, de modo a facilitar a vida do cidadão e o controle público, além de reduzir o gasto dos escassos recursos. Nesse campo, deveriam ser estabelecidas metas de redução do tempo de solução dos processos administrativos.

Utilizar edital-padrão para licitações de bens e serviços, implementando, no que couber, a licitação pela modalidade do pregão eletrônico, visando maior transparência e economia.

9.Realizar as audiências públicas quadrimestralmente

O objetivo é informar a população sobre a arrecadação e onde serão aplicados os recursos.

10.Estabelecer uma política de controle rígido de gasto com combustível

O gasto com combustível é um dos itens que mais oneram a gestão municipal. Estabelecer critérios rígidos de utilização de veículos é vital para a economia do recursos públicos.

Escola promove debate em Gonçalves Dias: Tucano aparece e comunista foge

20/09/2016

A única escola de ensino médio de Gonçalves Dias o Centro de Ensino Professora Sulamita Lúcio do Nascimento promoveu um debate entre os candidatos a prefeito de Gonçalves Dias. Os Debates geralmente são modelos de contestação baseado na argumentação onde duas, ou mais, ideias conflitantes são defendidas ou criticadas com base em argumentos. Formalmente usado por parlamentares, políticos em geral, debates científicos, debates filosóficos, literários e vários outros. No senso comum, as conversas argumentativas sobre futebol, política, cotidiano e entretenimento podem ser considerados como debates informais.

Infelizmente o candidato a reeleição o comunista Vilson Andrade não compareceu ao debate, restando ao tucano Toinho da Patioba a missão de responder as perguntas dos alunos.  No sorteio das perguntas feitas pelos alunos sobre os temas a educação, saúde, saneamento básico, políticas públicas para juventude, segurança pública, geração de emprego e renda, saneamento básico e meio ambiente.

O debate é um ótimo instrumento para que os candidatos apresentem propostas e ideias, sendo que com a ausência de uma coligação restou ocorrer apenas um bate-papo com os alunos, saindo da tônica dos ataques corriqueiros dos palanques tão costumeiros e enfadonhos.

Mesa destinada a coligação do comunista Vilson Andrade.

Professores de Bacabal cobram Flávio Dino por reajuste salarial durante inauguração do Hospital Laura Vasconcelos

16/09/2016

Por Raimundo Castro:

Professores corajosos de Bacabal cobraram o governador Flávio dino pelo reajuste salarial 2016 durante solenidade de inauguração do Hospital Regional Laura Vasconcelos, na manhã desta terça-feira (15). “Aí só sendo mágico”, debochou Dino da cara dos professores diante da cobrança.

A manifestação foi realizada de forma totalmente pacífica por cerca de 08 professores corajosos da rede estadual de educação do Maranhão empunhando faixa e cartaz. Mesmo assim foram posicionados pelo menos 03 seguranças em frente aos professores com medo do governador ser morto por algum cartaz ou faixa.

Um dos seguranças ainda empurrou este que voz escreve quando o mesmo empunhou um cartaz, e posteriormente, dentro do hospital, o mesmo segurança ainda tentou tomar e rasgar o mesmo cartaz que desta vez estava sendo conduzido por uma professora, na frente do governador quando o mesmo conversava com os profissionais. Tal atitude reforça a forma truculenta com que são tratados todos que já fizeram algum tipo de manifestação contra as atitudes ditatoriais de Dino.

Flávio dino é tão ditador que desde o inicio de 2016, quando já devera ter concedido o reajuste salarial de 11,36% aos professores, conforme determina a Lei do Piso, nem ao menos fez nenhuma proposta de reajuste de pelo menos 0,0000…1%. A conclusão é que ele não vai mesmo conceder nem 01 real de reajuste à categoria, e ainda faz piada com a cara dos profissionais, conforme diálogo reproduzido abaixo.

Após o evento, os professores adentraram o hospital e conseguiram falar com Dino. A desculpa dele é a mesma de sempre: “estamos na crise e sem recursos para pagar os professores”; e o cara ainda se diz “colega de profissão dos professores” por também atuar como professor, só não da rede estadual!

Castro: conceda o reajuste aos professores!
Dino: tu prefere reajuste ou pagamento em dia?
Castro: as duas coisas!
Dino: aí só sendo mágico.

Em tempo: se dependesse do sindicato da categoria (Sinproesemma), com seus integrantes filiados ao PCdoB, o mesmo partido do governador, os professores nem mais receberiam salários.

Veja/ouça no vídeo abaixo a cobrança dos professores ao governador Flávio Dino:

Após 11 meses de processo, Câmara cassa Eduardo Cunha por 450 votos a 10

13/09/2016

Cunha

Com 450 votos favoráveis ao relatório aprovado na Comissão de Ética, 193 a mais que o mínimo necessário, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha foi cassado pelos colegas na segunda-feira 12. Foram apenas 10 votos contrários à cassação e 9 abstenções. O resultado foi proclamado pouco antes da meia noite, em meio aos gritos de “Fora, Cunha” puxados por adversários. Abandonado pelo próprio partido e pelos aliados de ocasião na aventura doimpeachment, o peemedebista ficará inelegível até 2027.

A votação põe fim a um processo que se arrasta há 11 meses. Ao fazer sua defesa, Cunha declarou-se vítima de uma perseguição política. “Estou pagando o preço de ter o meu mandato cassado por ter dado continuidade ao processo de impeachment. É o preço que eu estou pagando para o Brasil ficar livre do PT”, discursou no plenário da Câmara, de improviso. “Por mais que o PT xingue, chore, esse criminoso governo foi embora graças à atividade que foi feita por mim”.

Após classificar as denúncias que pesavam contra ele como “risíveis”, Cunha lembrou que 160 deputados respondem a acusações na Justiça. Em tom de ameaça, afirmou que a sua cassação abriria um perigoso precedente. “Amanhã será com vocês também”. Ao sair do plenário, agora sem o mandato parlamentar, disse não ter nada a delatar aos investigadores da Lava Jato, mas prometeu lançar um livro de memórias.

A extensa lista de crimes atribuídos ao deputado
Três vezes réu no Supremo Tribunal Federal e recordista de inquéritos na Lava Jato, Cunha renunciou à presidência da Câmara no início de julho. Desde a primeira citação, pelo doleiro Alberto Youssef, uma enxurrada de provas e depoimentos desabaram sobre ele e revelaram movimentações financeiras criminosas e uma vida de luxos.

Alberto Youssef
Desde a primeira citação na Lava Jato, pelo doleiro Alberto Youssef (acima), uma enxurrada de provas e depoimentos desabaram sobre o peemedebista (Foto: André Richter/ABr)

Em janeiro de 2015, o ex-policial federal Jayme Alves admitiu ter realizado entregas de quantias de dinheiro, a mando de Youssef, destinadas ao peemedebista. Em julho, foi a vez de o empresário Júlio Camargo delatar que o deputado havia recebido 5 milhões de dólares de propinas para interferir na aquisição de um navio-sonda pela Petrobras.

O bombardeio continuou em setembro com os depoimentos do lobista do PMDB João Henriques, que afirmou ter enviado dinheiro à Suíça para Cunha por conta de contratos firmados pela Petrobras na aquisição de um campo de petróleo no Benin.

Durante busca e apreensão na residência de Cunha, em dezembro do ano passado, foram encontrados documentos referentes a esta operação na África. Em outubro, o lobista Fernando Baiano confirmou a história de Júlio Camargo e confessou arrecadar recursos para o parlamentar e outros peemedebistas.

Uma das acusações mais recentes está relacionada a seu antecessor na Câmara e ex-ministro do Turismo do governo Temer, Henrique Alves. A investigação identificou pagamentos da construtora Carioca Engenharia, uma das envolvidas no escândalo, em uma conta secreta na Suíça pertencente ao ex-ministro do PMDB.

Em delação premiada, o proprietário da empresa, Ricardo Pernambuco, havia citado um repasse de 52 milhões de reais em propinas a Cunha em troca de favores na Caixa Econômica Federal. As gestões ilegais estariam relacionadas a operações de crédito do FI-FGTS para a construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

Em abril de 2016, tornou-se pública uma planilha entregue por Pernambuco aos investigadores da Lava Jato, com a indicação de 22 depósitos que somam 4,6 milhões de dólares em propinas supostamente pagas ao deputado entre agosto de 2011 e setembro de 2014.

De acordo com as apurações, a transferência para a conta do ex-ministro Henrique Alves foi feita por orientação de Cunha. Para que a operação de crédito fosse aprovada pela Caixa, o ex-presidente da Câmara usava seu apadrinhado no banco, o então vice-presidente Fábio Cleto, para autorizar as liberações. Em delação premiada, Cleto diz que Cunha ficava com 80% dos recursos desviados.

Não bastassem os depoimentos, também foram identificadas contas na Suíça, documentos supostamente relacionados à propina cobrada do Banco Pactual por gestões do parlamentar na elaboração de uma Medida Provisória que regulou a cessão de créditos tributários a instituições financeiras.

Do apadrinhamento de Collor à realeza fisiológica
Formado em economia na Universidade Cândido Mendes, Cunha iniciou sua trajetória política em 1989, quando se filiou ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN) do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Com o apoio do padrinho, foi nomeado em 1991 para o cargo de presidente da Telerj, estatal de telefonia.

A passagem de Cunha pela estatal foi marcada pelo processo de implantação da telefonia celular no Rio de Janeiro e por denúncias de irregularidades na contratação de servidores sem concurso. Durante sua gestão, o Tribunal de Contas da União constatou falhas na licitação para a edição de catálogos telefônicos e tratamento privilegiado a fornecedores.

Após a saída da Telerj, em 1993, Cunha atuou como operador na Bolsa de Valores. Em 1995, filiou-se ao PPB (Partido Progressista Brasileiro, atual PP). Nesse período, aproximou-se dos evangélicos, por meio do então deputado federal Francisco Silva, dono da emissora Rádio Melodia FM.

Em 1998, concorreu à vaga de deputado estadual. Com pequena votação, tornou-se suplente. Em 1999, passou a ocupar o cargo de subsecretário de Habitação no governo de Anthony Garotinho.

Em abril do ano seguinte, já como secretário, foi afastado da função após denúncias de irregularidades em contratos sem licitação e favorecimento a empresas fantasmas que somavam 34 milhões de reais. As denúncias levaram o Tribunal de Contas do Estado a notificar Cunha. Em meio a esse cenário, assumiu em 2001 uma vaga como deputado estadual, e em consequência obteve a prerrogativa de foro privilegiado.

Cunha entrou na política nacional em 2002, ao eleger-se deputado federal com 101.495 votos. Repetiu o feito, já filiado ao PMDB, em 2006, quando obteve 130.773 votos, e em 2010, com 150.616 votos.

Em 2013, assumiu a liderança do PMDB na Câmara dos Deputados. Nesse período, liderou uma rebelião da base aliada por mais cargos no governo federal. No comando do chamado “Blocão”, bancada informal de parlamentares movidos por interesses meramente fisiológicos, impôs constrangedoras derrotas ao Planalto em votações na Câmara.

Manifestação contra Cunha ocupa a Avenida Paulista, em novembro de 2015 (Foto: Roberto Parizotti/CUT)Cunha também tornou-se protagonista entre os segmentos conservadores do Legislativo ao propor obstáculos à demarcação de terras indígenas, encampar a defesa da redução da maioridade penal e fazer ferina oposição à ampliação dos direitos LGBT ou das possibilidades de aborto legal. Era o nascedouro da “bancada BBB”, do Boi, da Bala e da Bíblia, como seus adversários viriam a apelidar a articulação.

Em 2014 foi reeleito para mais uma legislatura com 232.708 votos, terceira maior votação do Rio. Com a decisão de se candidatar à presidência da Câmara dos Deputados, cristalizou sua posição como um dos principais atores políticos do País. Elegeu-se com 267 votos e derrotou no primeiro turno o petista Arlindo Chinaglia (SP).

Com uma campanha montada em cima da insatisfação da base aliada do Planalto, Cunha, após a eleição, aprofundou o processo de distanciamento com o governo, até o rompimento definitivo, em julho daquele ano. Na ocasião, o peemedebista passou a integrar as fileiras da oposição. E trabalhou fortemente para que seu partido adotasse a mesma postura.

O anúncio do rompimento ocorreu em meio à escalada de denúncias que levaram o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a incluir o nome de Cunha em uma lista de políticos suspeitos de integrar o esquema de corrupção e pagamento de propina envolvendo a Petrobras.

O mais longevo processo do Conselho de Ética
Em setembro de 2015, as autoridades suíças enviaram à PGR dados de contas secretas mantidas por Cunha no tradicional paraíso fiscal europeu. Os extratos do correntista suíço desmentiam a versão apresentada pelo parlamentar em depoimento à CPI da Petrobras, quando negou possuir contas no exterior não declaradas à Receita Federal.

Diante da nova revelação, o PSOL e a Rede protocolaram, em 13 de outubro, uma representação contra Cunha no Conselho de Ética. O documento pedia a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar. Além da mentira contada à CPI, na declaração enviada à Justiça Eleitoral em 2014, Cunha também não informou ter contas no exterior, apenas uma no Banco Itaú.

Em 3 de dezembro de 2015, horas após o PT anunciar que votaria contra Cunha no Conselho de Ética, o então presidente da Câmara aprovou um dos pedidos de impeachment apresentados contra Dilma Rousseff.

Após uma série de manobras que atrasaram o trabalho do colegiado, em 15 de dezembro o Conselho de Ética autorizou, por 11 votos a nove, o prosseguimento das investigações. Posteriormente, outra manobra levou ao afastamento do então relator, Fausto Pinato, em abril de 2016.

Pinato renunciou à vaga de titular no Conselho de Ética, alegando que o lugar pertencia ao PRB, partido que deixou para migrar para o PP. A deputada Tia Eron, do PRB da Bahia, passou a integrar o colegiado.

Com a saída de Pinato, o deputado Margos Rogério assumiu a relatoria do processo contra Cunha, que só foi concluído em 14 de junho, quando o colegiado aprovou por 11 a 9 o parecer pela cassação do mandato.

Em sua defesa, Cunha admitiu ser beneficiário de trustes, tipo de negócio em que terceiros passam a administrar bens do contratante, e que os valores têm origem em operações comerciais e no mercado financeiro, como a venda de carne enlatada para países da África.

Segundo o relatório de Marcos Rogério, os trustes foram usados pelo presidente afastado da Câmara para ocultar patrimônio mantido fora do País e também para receber propina de contratos da Petrobras.

Antes da decisão do colegiado, Cunha ainda presidiu a sessão do plenário da Câmara que autorizou a abertura processo de impeachment de Dilma Rousseff, no dia 17 de abril, por 367 votos favoráveis e 137 contrários.

A cabeça de Dilma em troca da própria anistia
Enquanto trabalhava pela destituição da presidenta eleita, uma expressiva bancada de parlamentares articulava uma “anistia” a Cunha. À época, os aliados mais próximos do peemedebista não escondiam as cartadas lançadas nos bastidores. “Sem ele não teríamos o processo de impeachment. Por isso, Cunha merece ser anistiado”, afirmou o deputado Paulinho da Força, do Solidariedade, ao site Congresso em Foco.

Cunha e Paulinho
Aliados, como Paulinho da Força, tentaram articular uma anistia. Não deu certo (Atonio Augusto/Agência Câmara)

Na ocasião, Osmar Serraglio, do PMDB do Paraná, também defendeu publicamente uma “retribuição” ao correligionário. Integrante da tropa de choque de Cunha no Conselho de Ética, Carlos Marun, do PMDB de Mato Grosso do Sul, tem repetido o discurso desde abril: “Entendo que deva haver uma punição, mas não entendo que deva ser a cassação”.

A votação aberta no plenário da Casa frustrou as expectativas da tropa de choque de Cunha. Com a cassação, o peemedebista não apenas perdeu direito ao foro privilegiado, como também permanecerá inelegível por oito anos, além do tempo restante para o fim do mandato.

* Com informações da Agência Brasil.

Veja as propostas de governo dos candidatos a prefeito de Gonçalves Dias

12/09/2016

Clique aqui para baixar as propostas de governo do candidato a reeleição Vilson Andrade, documento com oito páginas.

 

 

Clique aqui para baixar as propostas de governo do candidato Toinho da Patioba, documento com quatorze páginas.

Os arquivos estão em PDF e foram disponibilizados pelo TSE.

Após quase um ano, Câmara vota a cassação de Eduardo Cunha

12/09/2016

O deputado afastado Eduardo Cunha

Após 334 dias do início do processo, chega ao capítulo final a possibilidade de cassação do ex-presidente da Câmara dos Deputados,Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de quebra de decoro parlamentar por ter mentido à CPI da Petrobras, ao negar a existência decontas bancárias na Suíças. 

Entenda os principais pontos do processo:

Como será a sessão de cassação?

A votação sobre o futuro de Eduardo Cunha começa às 19h desta segunda-feira 12 e deverá ser aberta e presidida por Rodrigo Maia (DEM). A cassação só ocorrerá com o voto de pelo menos 257 dos 513 deputados da Casa. Há risco, no entanto, de falta de quórum devido à proximidade das eleições municipais, uma vez que muitos deputados voltam para os seus estados de origem durante as campanhas eleitorais.

O deputado afastado foi notificado da sessão por meio do Diário Oficial da União na sexta-feira 8, após a Câmara não ter conseguido localizar o político pessoalmente. De acordo com a secretaria-geral da Casa, foram feitas três tentativas de encontro no gabinete e no apartamento funcional, ocupado por Eduardo Cunha em Brasília. Houve também tentativa de entregar a notificação na residência do deputado afastado, no Rio de Janeiro, sem sucesso. Etapa burocrática exigida pelo processo, a notificação foi publicada no veículo com o objetivo de formalizar a comunicação.

Caso seja cassado, o que acontece com Eduardo Cunha?

Caso sua cassação seja aprovada por ao menos 257 deputados, Cunha ficará inelegível até janeiro de 2027, quando terá 68 anos.

Por que Eduardo Cunha está sendo julgado pelos deputados?

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responde a processo por quebra de decoro parlamentar. O deputado afastado é acusado de ter mentido ao afirmar à CPI da Petrobras que não possuía contas bancárias no exterior, em março de 2015. Cunha também não informou a existência dessas contas em sua declaração enviada à Justiça Eleitoral em 2014. Segundo o relator do caso, Cunha teria omitido essa informação porque as contas teriam sido abastecidas com recursos desviados da Petrobras.

O que o deputado alega em sua defesa?

Em sua defesa, Cunha utiliza a figura jurídica do truste para justificar a administração de bens no exterior. “Eu não escondi de ninguém a existência do truste. Não escondi quando foi perguntado o que que significava o truste. Efetivamente existia o truste, ao qual o patrimônio não me pertence”, disse Cunha em sessão do dia 20 de maio.

O advogado do parlamentar, Marcelo Nobre, afirma que truste não é conta bancária e que, por isso, Cunha não mentiu na CPI da Petrobras. “Truste não é propriedade. Não se pode considerar um truste como um bem seu”, afirmou.

Quem protocolou a ação contra ele?

A representação contra Cunha foi protocolada no dia 13 de outubro de 2015 por deputados do PSOL e da Rede e está fundamentada no documento enviado pela Procuradoria-Geral da República ao PSOL, solicitada pelo partido. No documento, a PGR confirmou que o peemedebista mantinha constas secretas na Suíça.

Por que o processo demorou tanto?

Foi o mais longo processo contra um deputado no Conselho de Ética: transcorreram-se 334 dias entre o início do processo e a sessão de cassação. Contou para a lentidão uma mistura de manobras regimentais, solidariedade de aliados e indecisão do Judiciário.

Apoiadores de Cunha tumultuaram as sessões e apresentaram mais de 30 questões de ordem, numa tentativa de atrapalhar o andamento do processo. O primeiro relator, Fausto Pinato (PP-SP), foi retirado pela Mesa Diretora em dezembro de 2015, que ainda sofria forte influência de Cunha. À época, Pinato disse ter sido ameaçado e ter pedido escolta policial e carro blindado para circular por Brasília.

Foi substituído por Marcos Rogério (DEM-RO), fazendo com que o processo voltasse à estaca zero. O parecer do novo relator foi aprovado em fevereiro, mas anulado dias depois pelo vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Em março, votou-se pela continuidade do processo.

Após ouvir os argumentos da defesa e da acusação entre março e abril, os parlamentares aprovaram por uma margem pequena, de 11 votos a 9, o parecer que recomenda a cassação, em 14 de junho. Isolado, Eduardo Cunha renunciou em 7 de julho.

Quais são as outras acusações que pesam contra ele?
O peemedebista também responde como réu em dois processos e está na mira de outras investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é suspeito de integrar o esquema de corrupção na Petrobras.

Carta Capital.

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